terça-feira, 7 de julho de 2020

'Por que fizeram isso com a nossa filha?', lastima-se pai de modelo morta com o namorado com quase 80 tiros, confira aqui! |Últimas Notícias do Brasil!


'Por que fizeram isso com a nossa filha?', lastima-se pai de modelo morta com o namorado com quase 80 tiros, confira aqui! |Últimas Notícias do Brasil!
Foto / reprodução




Segundo a Polícia, pistoleiros foram matar homem e dispararam também na jovem que estava com ele em apartamento alugado no Centro de Araricá, há duas semanas

Do Jornal NH - Há duas semanas, um casal de namorados era brutalmente assassinado com 79 tiros de fuzil 556 e pistolas de diferentes calibres. O alvo, segundo a Polícia, era Adair Brizola da Silva, 31 anos. Quatro homens saltaram o portão de condomínio na Rua Emílio Jung, no Centro de Araricá, e arrombaram o apartamento do jurado de morte por volta das 23 horas de 5 de junho. Depararam-se com o alvo e a namorada, a modelo e digital influencer Caruel Quendi da Silva Barbosa, 24. Conversaram por um minuto com o casal, que jogava videogame na sala, e abriram fogo. "É um caso complexo, certamente relacionado ao crime organizado", declara o delegado de Sapiranga, Fernando Pires Branco, responsável pela investigação.






Sigilo

O delegado tem imagens do prédio e pistas mantidas sob sigilo. "As câmeras captaram a dinâmica do crime, como a movimentação dos executores, e também o áudio dos tiros, mas não contribuem com a identificação." Além dos quatro que invadiram o imóvel, conforme ele, havia mais um aguardando no carro." Para Branco, a suspeita é de desavença no tráfico de entorpecentes.

Adair tinha antecedentes por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e de moeda falsa. Era de Sapiranga e morava há pelo menos quatro anos no apartamento alugado. Caruel, de Campo Bom, não possuía qualquer passagem pela Polícia.



"Se é que o namorado fazia alguma coisa errada, acredito que a Caruel não sabia", diz pai

A jovem sonhadora das redes sociais, com mais de 100 mil seguidores e prósperos negócios de vendas, era filha única do casal Vilson, 56, e Isabel, 42. A ausência de Caruel nos vídeos produzidos no quarto, nas conversas em família sobre o futuro profissional, nos afagos aos três cachorrinhos da casa no bairro Paulista, em Campo Bom, derrubaram o ânimo dos pais. "Em tudo que a gente olha, ela está", comenta Vilson, que vai seguidamente à delegacia para saber como está a investigação. "Por que fizeram isso com a nossa filha?" Caruel tinha ensino médio concluído na Escola Técnica 31 de Janeiro, no Centro da cidade, e estava radiante com o recém-conquistado diploma de estética e maquiagem. Vendia cosméticos, era modelo e garçonete. Juntava dinheiro para empreender um salão de beleza. Nas redes sociais, ela se identificava como "Karuel". "Quando fui registrar o nosso bebezinho queria com "k", mas o cartório não aceitou e ficou com 'c'. E ela gostava mais com 'k'".

Quem era a Caruel?

Vilson - Uma super filha, que todo pai e mãe gostaria de ter. Nunca precisamos chamar a atenção de nada. Um conselho e outro, claro, que ela sempre aceitava de bom grado. Muito tranquila, querida, comunicativa e trabalhadora. Um orgulho para nós.

No que ela trabalhava?

Vilson - Era muito ativa. Sempre criando negócios. Ela estava vendendo cosméticos de uma marca importada. O que ela anunciava vendia, pois tinha mais de 100 mil seguidores nas redes sociais e era muito benquista. Também fazia fotos como modelo para lojas, restaurantes e comércio. Também fez curso de maquiagem, onde gastou R$ 5 mil. Há umas duas semanas tinha pego o diplominha dela. Estava muito feliz. Já tinha clientes e fazia unha, maquiagem em casa. O plano dela era juntar dinheiro para abrir um salão de beleza. Era uma menina cheia de sonhos, que batalhava por eles. Para ver a força de vontade e humildade dela, ainda trabalhava como garçonete num sushi aqui em Campo Bom. Era das 5 da tarde à meia-noite, mas, por causa da pandemia, não estava indo todos os dias. Ela gostava muito desse serviço.

O que ela fez no dia do crime?

Vilson - Passou o dia com a mãe dela trabalhando em lojas, fazendo fotos para divulgação. Nem pareciam mãe e filha. Pareciam duas amigas. A mãe tirava as fotos. Já tinha agenda cheia para o dia seguinte.

Como ela foi à casa do namorado à noite?

Vilson - Pois é. Ela não ia lá durante a semana, porque passava ocupada nos trabalhos. Ia lá só no fim de semana, mas muitas vezes ficava com a gente no sábado. O namorado veio buscar ela e depois aconteceu o fato.





Sabe por que o namorado buscou ela?

Vilson - A gente não sabe. Para nós, ela estava dormindo no quarto dela. Acontece que, quando ela está em casa, a gente ficava tranquilo. Eram quase 21 horas. Vi ela no quarto e fui dormir. A mãe dela dormiu assistindo filme no computador. Pouco depois o namorado ligou dizendo que ia buscá-la. Para não nos acordar, ela enviou mensagem para a mãe dela avisando e foi. Umas 23 horas, a mãe percebeu que não estava no quarto e viu a mensagem que tinha saído. O carro dela ficou aqui na garagem.

Como vocês ficaram sabendo do crime?

Vilson - Quase à meia-noite, uma irmã dele (do namorado) mandou mensagem para uma sobrinha nossa, prima da Caruel, dizendo que tinham entrado no apartamento e que estava indo para lá, sem contar detalhes. A sobrinha nos avisou e fomos para lá. Chegamos e… terrível. Tudo isolado. Não conseguimos entrar. Nossa filha estava lá daquele jeito…

Segundo a Polícia, o alvo era ele.

Vilson - Para nós, era um rapaz bom, educado. Não tem como saber. E, se eu desconfiasse que estava envolvido em alguma coisa e pedisse para a Caruel largar ele, talvez não ia resolver. Ela poderia pegar as coisas dela e ir morar com ele. Acredito que ela também não sabia. Se davam bem. Ele cuidava bem dela. Ela gostava muito dele.

A Caruel nunca comentou ameaças, que sofria algum risco?

Vilson - Nunca. Ela sempre conversava com a gente. Dizia tudo. Se é que o namorado fazia alguma coisa errada, acredito que a Caruel não sabia. Porque minha filha era muito honesta. Lá na delegacia, vi um recibo que ele tinha feito um curso para operar em compra e venda de ações. Os policiais disseram que era legal.

Como vocês estão lidando com a situação?

Vilson - Está difícil. Em tudo que a gente olha dentro de casa, ela está. Quando vamos ao quartinho dela, vemos os vídeos, fotos. Dá uma tristeza muito grande. Os bichinhos estão tristes (três cachorros da casa). Parece que ficam esperando ela para receber carinho. A gente está indo na psicóloga. Vou duas, três vezes por semana à delegacia. A gente quer saber: por que fizeram isso com a nossa filha?



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