domingo, 30 de agosto de 2020

Piloto diz que agiu em morte de líderes do PCC no Ceará após ser torturado, confira aqui! | UltimasNoticiasDoBrasil..com

Piloto diz que agiu em morte de líderes do PCC no Ceará após ser torturado, confira aqui! | UltimasNoticiasDoBrasil..com

Piloto de helicóptero Felipe Morais diz que foi agredido por membros do PCC
Imagem: Reprodução/STJ


O piloto de helicóptero Felipe Ramos de Morais, 33, afirma ter sido torturado por integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em uma favela no Guarujá, Baixada Santista, em 13 de janeiro de 2018, um mês antes de transportar para a morte Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, líderes da facção criminosa.

A informação sobre a tortura e fotos mostrando lesões e hematomas no corpo de Morais constam na petição feita pela mãe do piloto, a advogada Mariza Almeida Ramos Morais, no habeas corpus com pedido de liminar protocolado no STJ (Superior Tribunal de Justiça), no dia 4 deste mês, solicitando alvará de soltura em favor do filho.
Delação premiada Depois da morte de Cabelo Duro, o piloto de helicóptero fugiu para Portugal. Ele foi preso em maio de 2018 e, nos primeiros dias no cárcere, passou a negociar um acordo de delação premiada com policiais civis, segundo a defesa. Na petição, Mariza Morais reclama que o acordo não foi cumprido e que houve um "estelionato jurídico". A reportagem questionou o Depen (Departamento Peitenciário Nacional), mas até esta publicação não houve retorno. O piloto Morais e outras nove pessoas foram denunciados à Justiça do Ceará pelos assassinatos de Gegê do Mangue e Paca. O piloto continua preso na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).Na petição, a advogada relata que o narcotraficante Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, o mesmo homem acusado de comandar os assassinatos de Gegê e Paca, ordenou a tortura e também ameaçou matar o piloto porque ele tinha intenção de não prestar mais serviços de transporte aéreo para a organização criminosa.

 Após ser torturado, Morais foi internado no Hospital Ana Costa, no Guarujá. A Polícia Militar foi avisada. O PM Rodrigo Guesse do Santos, 36, foi ao local e conversou com o piloto. Em seguida, o policial dirigiu-se para a Delegacia de Polícia da cidade e narrou para o delegado Mário Olinto Junqueira de Oliveira Filho o teor do diálogo com Morais. 
No histórico do boletim deocorrência número 359/18, registrado como roubo, não é citado o caso de tortura. Consta apenas que o piloto caminhava pela rua Júlio Prestes de Albuquerque quando três homens o abordaram e anunciaram o assalto. Morais teve o celular roubado e os desconhecidos o agrediram com socos e pontapés e o espancaram com pedaço de ferro. Segundo a defesa do piloto, ele não narrou a tortura no momento por medo. 
Também na petição, a advogada Mariza Morais diz que 12 dias depois de ser torturado, o filho foi procurado em sua empresa no Guarujá por Cabelo Duro. O traficante voltou a ameaçá-lo e disse que a tortura era só um aviso e que se Morais deixasse de prestar serviços ao PCC, a família do piloto seria caçada.
 No pedido de habeas corpus, a advogada acrescenta que o piloto ficou com medo e, por isso, obedeceu a ordem de Cabelo Duro para estar em Fortaleza no dia 14 de fevereiro de 2018 para prestar outro serviço de transporte aéreo. Gegê e Paca foram encontrados mortos na aldeia indígena de Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza.


fonte: Noticias.UOL

Nenhum comentário: