sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Não é só com você: saiba o que causa a ausência da felicidade e como ‘chegar lá’, confira aqui! | UltimasNoticiasBrasil..com

Não é só com você: saiba o que causa a ausência da felicidade e como ‘chegar lá’, confira aqui! | UltimasNoticiasBrasil..com


A ausência da felicidade é um problema mais comum do que se imagina. Mesmo sendo mais frequente em mulheres, a anorgasmia atinge também os homens e pode ter raízes em diversas questões tanto de cunho hormonal quanto envolvendo a parte psicológica. Para os homens, a dificuldade em atingir  se dá por um viés semelhante. O iBahia conversou com especialistas para entender porque você e várias outras pessoas podem sofrer com isso, e como buscar uma solução para o problema.

Antes de tudo, é importante entender que a felicidade é apenas uma das etapas do Ciclo da Resposta da relação, de acordo com o modelo desenvolvido pelos pesquisadores americanos Masters e Johnson, na década de 1960. "A felicidade é o ápice da relação, ou seja, é a conclusão do ciclo de resposta que corresponde ao momento de maior prazer. Pode ser experimentado por ambos, dura apenas poucos segundos e é sentido durante o ato", explica a terapeuta Cris Arcuri ao iBahia.

Essa seria a terceira etapa do Ciclo, e a resolução após ele. "É a resposta que o cérebro libera para o corpo, do auge através dos hormônios do bem estar, liberando sensações do amor, afeto, euforia e de relaxamento para o nosso corpo", complementa Cris.

Porque a dificuldade das mulheres em alcançar?

Como é de se imaginar, a ausência atinge mais as mulheres. Segundo a pesquisa do Projeto (ProSex) da USP, divulgado em 2016, mais da metade das entrevistadas disseram ter dificuldade para chegar ao exato momento. Essa condição se dá por diferentes situações, como explica o ginecologista Hugo Maia Filho, da clínica Elsimar Coutinho.

O especialista destaca dois pontos: "A educação repressora que a mulher sofre causa essa ausência . E a situação hormonal envolve o baixo nível de testosterona, que mesmo sendo um hormônio mais presentes em homens, é importante para ativar o cérebro", diz. A relevância do hormônio para as mulheres vai além da questão. "A testosterona protege o coração, artérias, diminui as chances de câncer de mama e doenças do coração ou degenerativas do cérebro", complementa o médico.

Além desses fatores, Cris Arcuri destaca outras condições que podem levar a anorgasmia:

    Condições médicas, como diabetes;
    Histórico de cirurgias ginecológicas, como uma histerectomia;
    Uso de certos medicamentos, particularmente os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs) para depressão;
    Crenças culturais ou religiosas;
    Timidez;
    Culpa ou preconceito relacionado ao desfrutar da relação ;
    História;
    Condições de saúde mental, como depressão ou ansiedade;
    estresse;
    Baixa autoestima;
    Problemas de relacionamento, como conflitos não resolvidos ou falta de confiança.

Todos esses podem agir de maneira individual ou conjunta para levar ao quadro. "A incapacidade de atingir, pode levar ao sofrimento, o que pode tornar ainda mais difícil atingir o  futuro", conta a especialista.

Não sobe mais?

A situação incômoda também pode atingir os homens, e muitas das condições citadas anteriormente, como diabetes, uso de antidepressivos e questões psicológicas, são a origem para isso também na relação masculino. O urologista Gabriel Atta, da clínica Elsimar Coutinho, aponta o excesso de testosterona como uma das grandes causas para a ausência no homem. "Vivemos uma epidemia de vigorexia (o oposto da anorexia, ou seja, o indivíduo acha que está sempre fraco, com poucos músculos). Com isso, as pessoas não se conformam com o corpo que tem e vão em busca de anabolizantes, especialmente de animais como cavalo ou gado", opina.

Segundo Gabriel esse processo desencadeia a chamada falsidade ideológica erétil, onde o homem usa um medicamento para manter a ereção sem que a parceira ou parceiro perceba. Além disso, a dificuldade em se manter ereto tem origem também em questões psicológicas. "O hormônio do estresse (cortisol) causa a disfunção, pois tiram sangue dos vasos periféricos (como o orgão) e mandam para o coração", explica.

Tem solução?

Cris Arcuri explica que  tem tempos diferentes em cada um. "Depois, ambos passam para uma nova atividade. Para elas, esse período é bem mais curto que para os homens: em poucos segundos, a maioria das mulheres já estaria apta para experimentar mais. Já entre eles esse período de recuperação tende a ser maior, sendo que muitos esgotam suas atividades diárias depois de um único ", explica.
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Com isso, ela acredita que o melhor caminho é o diálogo e o autoconhecimento . 

O ginecologista Hugo Maia acompanha o pensamento. "A primeira coisa nesses casos tem que ser o diálogo, para ajudar a mulher que já se sente coibida para conversar esses assuntos", finaliza.


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