sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Sou um homem de 28 anos e nunca tive felicidade na relação, confira aqui! | UltimasNoticiasBrasil..com


Sou um homem de 28 anos e nunca tive felicidade na relação, confira aqui! | UltimasNoticiasBrasil..com







Uma das disfunções em relações mais comuns entre as mulheres, a (ausência de "felicidade") também atinge os homens - embora, no caso masculino, sua ocorrência seja mais rara.

A incapacidade recorrente ou persistente de atingir a "felicidade" durante o ato, independentemente da presença de prazer ou não, pode ter causas físicas ou psicológicas.

E acaba inevitavelmente gerando estresse emocional.

A seguir, o relato à BBC Three* de um homem de 28 anos com anorgasmia (que preferiu permanecer anônimo):

Tenho minha casa própria em Leeds, no Reino Unido - é um apartamento de um quarto, mas é bacana. Jogo futebol todas as quartas com meus amigos. Depois, saímos para tomar cerveja.

Amo andar de bicicleta - participei de uma pedalada beneficente de Londres a Paris no verão passado - e passo quase todos os fins de semana pedalando. Uso terno para trabalhar e quando me olho no espelho, penso: 'Você parece tão normal...'

Mas não me sinto normal.

Eu sofro de anorgasmia - incapacidade de chegar ao prazer final, apesar de ser estimulado. É um dos distúrbios em relações menos comuns entre os homens - mas, de acordo com algumas estatísticas, apenas cerca de 25% dos homens atingem rotineiramente a "felicidade" em toda relação.

A anorgasmia - quando alguém nunca tem "felicidade" com o parceiro - pode acontecer por várias razões. Às vezes, é um problema físico - de repente, a pessoa passou por uma cirurgia de próstata. Mas em muitos casos, como o meu, é psicológico.

Fui abusado por um amigo da família quando tinha 12 anos - e acho que por causa do trauma, nunca fui capaz de chegar a "felicidade" com outra pessoa.

E estou começando a achar que nunca vou conseguir.

Isso me impediu de engatar relacionamentos sérios desde que eu era adolescente.

Quando era mais jovem, eu fingia que não me importava, ou dizia a mim mesmo que isso se resolveria em algum momento.

Eu levava as meninas para casa e tínhamos relação, mas eu perdia o prazer, e rolava um constrangimento.

Ou algumas garotas faziam piada sobre como haviam "tirado a sorte grande" ao encontrar um cara que fosse capaz de não interromper o ato, mas depois de alguns meses juntos, elas inevitavelmente ficavam frustradas com o fato de eu nunca conseguir chegar lá.

Elas pensavam que não estavam me agradando. Eu tentava reconfortá-las, mas a pergunta sobre qual era a origem do problema acabava surgindo inevitavelmente, e nunca tive vontade de compartilhar minha história com ninguém.

A relação mais longa que eu tive durou cerca de duas horas, mas, para ser honesto, a essa altura já tinha ficado frustrante para nós dois. E decidi parar. Ela parecia estar mais concentrada em mim e em como eu estava "perto" (de atingir o prazer), do que em aproveitar a experiência - o que só me deixou ansioso com a coisa toda.


fonte: Portal CBN