sábado, 21 de novembro de 2020

Bebês mortos são trocados e caso só é descoberto no enterro da mãe e gera revolta: ‘Um absurdo’


 
Foto / reprodução

Um caso atípico, registrado na cidade de Chapecó, tem sido amplamente repercutido e gerado revolta. Dois bebês que morreram tiveram os corpos trocados no necrotério da cidade catarinense. O erro só foi descoberto, quando um dos recém-nascidos já estava sendo sepultado no município de Caxambu do Sul.

Grávida de oito meses, a jovem Márcia Cristina Cross, de 23 anos, morreu às 3h do último domingo no Hospital Regional do Oeste (HRO). No laudo de óbito foi constatado choque séptico, septicemia, crise falcêmica e anemia falciforme.

O documento emitido pela Secretaria de Saúde de Caxambu do Sul também aponta suspeita de Covid-19. Contudo, segundo a família a jovem não apresentava nenhum sintoma. O resultado do teste para o coronavírus só saiu após o óbito de Márcio, e o resultado foi negativo. 

Em entrevista ao ND+, o cunhado de Márcia, que não quis ser identificado, disse que ela não apresentava nenhum problema de saúde, começou sentir dores e foi levada ao hospital. Na unidade, ficou constatado que ela tinha uma pedra na vesícula e seria necessária uma cirurgia. 


A família só recebeu a informação do equívoco durante o enterro de Márcia, fato que abalou ainda mais os entes da jovem, e causou revolta. Além da troca dos bebês, a jovem estava nua com a criança enrolada sob um pano. 

“Houve um erro do hospital na troca dos bebês e um erro da funerária que colocou ela daquele jeito no caixão. Depois que as crianças foram destrocadas eles corrigiram a situação, mas é um absurdo uma situação dessas”, disse o cunhado de Márcio, revoltado. 

A jovem de 23 anos morreu no procedimento cirúrgico e passou por uma cesariana de urgência para a retirada do filho. O bebê, no entanto, também não sobreviveu. Os dois corpos foram conduzidos até o necrotério de Chapecó. 

Neste setor, o corpo do menino teria sido trocado por uma menina, que também havia morrido no hospital. Junto ao corpo de Márcia foi colocada a outra criança e, neste primeiro instante, o erro não foi percebido, tendo em vista que o caixão foi entregue aos familiares dela lacrado, e sob orientação de não haver velório e nem abertura do caixão por conta da suspeita da Covid-19.

A família da jovem acionou um advogado após o caso e está tomando as medidas cabíveis. Em nota, a assessoria de comunicação do HRO informou que o hospital abriu uma sindicância para apurar os fatos. A Polícia Civil investiga o caso.

Com informações do site i7news