quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Carolinie Figueiredo revela que perdeu a virgindade em estupro, confira aqui! | UltimasNoticiasBrasil..com


Carolinie Figueiredo revela que perdeu a virgindade em estupro, confira aqui! | UltimasNoticiasBrasil..com
Carolinie Figueiredo revelou num story do Instagram que sua primeira vez aconteceu numa violência sexual. A atriz, de 31 anos, relatou que desde os 16 anos reflete sobre o fato, que marcou a sua história:

— Há um ano compreendi que a maneira que perdi minha virgindade foi um estupro... Foram 15 anos elaborando essa história. Estamos completamente distantes das fronteiras seguras dos nossos corpos. Precisamos nos fortalecer para que tenhamos estrutura psíquica e emocional para dar conta das nossas histórias.
 
A artista, que é educadora parental e orienta mulheres a lidar com suas emoções, comentou também sobre o que viveu no último ano no campo dos afetos e da autoestima.

— Há um ano eu estava entrando numa relação com muitas expectativas... Há um atrás eu estava com meu cabelo muito vermelho porque eu estava iniciando uma nova vivência... Eu estava muito no meu ápice de potência, de "Uau! Agora cheguei ao clímax da minha vida". E eu fui morrendo nessa relação, matando o outro nesse lugar... E a gente foi junto se machucando, indo para o fundo do poço... E eu falei que a gente vai recebendo as solturas — disse Caroline, que cortou uma trança de seu cabelo para simbolizar o desapego ao passado.

Em seguida, Caroline compartilhou mais um relato sobre as violências sofridas pelas mulheres:

— Uma mulher tão linda quanto machucada em suas feridas de autoestima e autovalor. O patriarcado nos adoece, machuca e violenta nossos corpos. Os homens, vetores diretos dessa opressão, não têm ideia de como esses assuntos de violência machucam nossos corpos físicos, emocionais e mentais. Mulheres: vamos precisar endurecer nossos discursos e criar uma barreira para proteção dos nossos corpos, dos nossos direitos. Chega de tanta violência e negligência com o nosso sentir! Eu sinto no meu corpo esses atravessamentos. Eu choro por todas nós, por nossa ancestralidade, por todas que não puderam se posicionar.