quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Caso da recém-nascida que nasceu ‘grávida’ desafia equipe médica e deixa mãe do bebê em choque


 
O caso de uma recém-nascida que nasceu ‘grávida’ intriga equipe médica. A bebê que veio ao mundo ‘grávida’ é vítima de uma condição considera muito rara pelos médicos e costuma atingir 1 em cada 500 mil crianças. A descoberta da situação aconteceu ainda durante a gravidez da mãe.

Foi na 5ª semana gestacional que a equipe médica da Colômbia identificou o problema. O bebê estava carregando um irmão gêmeo fetal dentro do seu próprio corpinho, com o cordão umbilical conectado através do intestino. Monica Vega, de 33 anos, que é a mãe dos bebês, falou durante uma entrevista concedida ao jornal New York Times que o primeiro médico suspeitou que a criança tinha um cisto no fígado.

Contudo, na reta final da gestação, o obstetra Miguel Parra-Saavedra conseguiu identificar o feto minúsculo dentro da bebê com o uso de uma ultrassonografia 4D. “Eu contei para a mãe e ela disse: ‘O quê? Não, doutor, isso é impossível’ Mas eu expliquei passo a passo, e ela entendeu”, disse o profissional.

A mãe precisou ser submetida a uma cesariana de emergência com 37 semanas. A equipe médica temia que a gêmea interna continuasse crescendo e assim esmagasse os órgãos da pequena Itzmara. Logo no dia seguinte do parto, a recém-nascida já precisou ser submetida um procedimento para retirada do bebê em seu abdômen.

Itzmara, a recém-nascida que nasceu ‘grávida’ precisou fazer uma cirurgia laparoscópica. O procedimento fez a retirada do bebê e a garotinha ficou apenas com uma pequena cicatriz. De acordo com o especialista, o Doutor Miguel Parra-Saavedra, esse tipo de situação costuma ser muito confundida com um teratoma, que é na verdade um tipo de tumor que pode conter cabelo, ossos e músculos.

O profissional ressaltou que a recém-nascida é uma criança normal agora, exceto pelo fato de ter ficado famosa pelo caso inusitado.

Com informações do site: i7news