terça-feira, 17 de novembro de 2020

Cheiro de gasolina no interior do veículo, o que pode ser? Saiba


 
Do Noticias Automotivas - Logo depois de abastecer ou mesmo durante a condução, sentir o cheiro de gasolina no interior do veículo não é uma sensação muito boa. Aliás, ela é preocupante. Afinal, isso evidencia que em algum ponto, o combustível pode estar vazando. Mas, o que realmente pode ser?
Os combustíveis são inflamáveis e isso significa um risco de explosão.

Outro ponto a considerar é que o cheiro carrega consigo não somente o odor característico do produto, criado exatamente para que possa ser identificado na atmosfera, mas também gases nocivos à saúde humana.

Ou seja, além do próprio risco de explosão ou incêndio, o cheiro de gasolina no interior do veículo prejudicará a saúde dos ocupantes, podendo até mesmo ser fatal, dependendo das condições.

Por isso, é importante saber os motivos pelos quais a gasolina (e outros combustíveis) está chegando ao habitáculo.

Uma das causas mais prováveis para a entrada de cheiro de gasolina no interior do veículo é a idade do carro. Ano de fabricação, modelo e marca podem ser os responsáveis pela exalação de odor de combustível.

O motivo é que alguns projetos do passado não levaram em consideração a segurança na hora do abastecimento.

Assim, alguns carros antigos tendem a ter essa entrada de cheiro de gasolina no habitáculo, em especial, aqueles que possuem bocal de abastecimento interno (sob o capô) ou com tanque dianteiro, mesmo com entrada de gasolina externa.

Outro motivo possível é o transporte irregular de combustível, onde o galão pode não estar de acordo com a norma do Inmetro, provocando cheiro e vazamento.
Um carro muito tempo parado pode exalar forte cheiro de gasolina, especialmente no interior.

Assim como marca, modelo e ano de fabricação podem influir, deixa-lo por longos períodos sem funcionar, pode deteriorar algum duto de passagem de combustível, seja na área do tanque, sob o assoalho ou mesmo no cofre do motor.

Assim, é bom verificar o estado desses dutos de combustível e o estado do tanque, a fim de evitar um incêndio ou explosão.

O bocal do tanque do combustível é o único acesso permitido para entrada de gasolina, etanol ou diesel.

Trata-se de uma tampa rosqueada que o frentista manuseia, a fim de liberar o duto para a introdução da bomba do posto, que irá injetar no veículo, o combustível necessário.

Acontece que essa tampa de rosca pode ficar danificada com o tempo, por conta do manuseio, o que pode provocar uma folga, especialmente quando a mesma não é fechada corretamente.

Alguns possuem um sistema de travamento por chave que, se não fechado corretamente, pode provocar vazamento de gás (que produz o cheiro forte) ou combustível.

Por isso, sempre que sentir forte cheiro de gasolina no interior do veículo, procure verificar se esta tampa está corretamente fechada.

Mesmo sendo uma saída externa, o odor pode entrar no carro, especialmente numa garagem fechada. O vazamento também pode queimar a pintura do automóvel.
Voltamos a falar dele, mas agora com mais detalhes. Um cheiro de gasolina no interior do veículo pode estar vindo de um vazamento no tanque.

Embora os atuais sejam feitos em poliuretano e plástico ABS, mais resistentes ao tempo e corrosão que os antigos de aço, ele pode sofrer impactos durante certo tempo, que poderão gerar vazamento.

Então, é importante também verificar se não há poças ou manchas de combustível no piso sob o carro. Também é importante inspecionar visualmente para tentar identificar um possível vazamento.

Observe especialmente as conexões e juntas de abastecimento do reservatório, pois elas podem estar com folga e provocar vazamento.
Dentro do cofre do motor, existem dutos ou mangueiras que conduzem o combustível para dentro ou fora do sistema de alimentação do propulsor, assim como de gases.

Mesmo os conduítes mais modernos, feitos de plástico, podem ressecar ou serem encaixados de forma errada.

Isso vai permitir que haja vazamento de gasolina no acesso ao combustível para os injetores ou carburador, assim como no duto de retorno ao tanque, no caso de injeção eletrônica.

Também o cano que leva ao caníster, onde os gases do combustível serão queimados pelo motor, pode apresentar vazamento.