quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Um ano após “caso Neymar”, Najila Trindade é absolvida de fraude processual


 
Najila Trindade, que acusou Neymar de estupro há pouco mais de um ano, foi absolvida do crime de fraude processual no último dia 17. Após o arquivamento do que ficou conhecido como “o caso Neymar” em 2019, a modelo foi denunciada pelo Ministério Público acusada de ter atrapalhado as investigações da polícia dificultando acesso a possíveis provas e forjando um suposto arrombamento no apartamento onde morava na zona sul de São Paulo.


Durante as investigações da acusação de estupro contra Neymar, Najila Trindade afirmou que seu apartamento havia sido arrombado e um tablet com imagens que auxiliariam a polícia nas investigações teria sido levado. O ex-marido da modelo, Estivens Alves, chegou a fazer imagens do local após a suposta invasão e também foi denunciado pela promotoria pelo mesmo crime.

A Justiça aceitou a denúncia contra os dois em setembro de 2019, mas agora a modelo foi absolvida junto com o ex-marido. O UOL Esporte teve acesso à sentença da juíza Ana Lucia Fernandes Queiroga, que entendeu que não houve crime nas ações dos dois na época.

“Não seria razoável supor que o acusado, com intuito de adulterar o local de um delito, filmasse o próprio crime que cometia, o que indica que de fato foi ao local apenas para pegar pertences da acusada Najila, que naquele momento não poderia permanecer em sua residência”, diz um trecho da sentença.

O ex-marido de Najila havia afirmado na época que foi ao apartamento da modelo para buscar pertences do filho do casal.

A juíza ainda entendeu que em nenhum momento Najila apagou imagens ou mudou senhas de um segundo tablet para atrapalhar as investigações policiais. Esse segundo aparelho seria do filho pequeno da modelo.

“Registre-se, ainda, que o ato de apagar dados de aparelhos eletrônicos, ou trocar senhas, são corriqueiros nos dias atuais, não se podendo dizer que tal conduta, por si só, configure uma inovação artificial com objetivo de induzir a erro perito ou juiz, mesmo porque, os réus não eram alvo da investigação que ocorria no inquérito policial naquele momento”, afirma a magistrada.

Com informações do site: terrabrasilnoticias