quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Como se prevenir da Covid-19 nas festas de fim de ano? Infectologista explica


 
Foto: Reprodução
A pandemia da Covid-19 não acabou. E a vida continua dando sinais de que precisa ser valorizada. Mas, engana-se quem imagina que a melhor forma de demonstrar tamanho valor é através de reuniões, encontros e confraternizações. A infectologista do Hospital Geral do Estado (HGE) Angélica Novaes destaca que a maneira mais indicada é curtir as festas do fim de ano apenas com as pessoas que vivem na mesma casa.
Quanto aos demais familiares e os amigos, os votos de Feliz Natal e próspero Ano Novo devem ser desejados, somente, através do contato virtual.

Para os que insistem em convidar parentes que não residem no mesmo lar, a médica afirma que não adianta se iludir com a realização de exames alguns dias antes do Natal e do Réveillon. É que está cientificamente comprovada a possibilidade de o teste, seja rápido ou RT-PCR, não detectar o contato com o vírus em parte dos casos, o que abre uma brecha para falsos negativos e a transmissão da doença por pessoas assintomáticas.

“É preciso considerar que sempre há o risco de haver a contaminação. Seja através do ar, pelo contato com objetos e pelas pessoas. É importante que os pertencentes ao grupo de risco ou que convivam com alguém com a saúde frágil evitem participar. Também é interessante que os alimentos sejam preparados com muito rigor na higiene e que eles sejam consumidos em ambiente com distanciamento entre pessoas”, orienta a infectologista do HGE.

Infectologista Angélica Novaes diz que preferencialmente as celebrações devem ser feitas pelas pessoas da própria casa.

Para os que decidirem reunir alguns poucos familiares, os infectologistas recomendam que o encontro aconteça ao ar livre ou em local bem ventilado, com janelas e portas abertas.
É importante que, antes da chegada dos convidados, todos concordem com as regras adotadas para a comemoração e a adoção de todas as medidas de prevenção, como o uso de máscara, de álcool em gel a 70%, além de manterem o distanciamento físico, não se presentearem e, jamais, colocarem copos próximos uns dos outros.

“Quanto mais pessoas e mais núcleos familiares envolvidos, maior a chance de contaminação pela Covid-19.
Mas, é possível diminuir os riscos quando se higieniza as mãos corretamente, utiliza a máscara de maneira adequada, não reúne muitas pessoas em um mesmo espaço, limpa com frequência os locais de grande contato e quando não se abraça e beija, ainda que (usando) a máscara”, alerta Angélica Novaes.

Sem cantoria – Para as famílias mais animadas, este ano é preciso não cantar e não falar alto, porque essas práticas promovem mais emissão de gotículas de saliva no ar.
Também é importante que, durante a refeição, ninguém toque nos pratos e talheres dos outros, não distribua bebidas e deixe que cada pessoa monte o seu prato, se possível, usando luva pelo menos na mão que está coletando a comida.

“As pessoas que apresentam suspeita ou diagnóstico de Covid-19, ou moram no mesmo domicílio de caso confirmado, com diagnóstico fechado há menos de 14 dias, não devem se reunir com outras pessoas. E se houver comemoração, que seja de curta duração, com o mínimo de participantes possível”, pontua a infectologista do HGE.

Com informações do site: tnh1