terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Filha de Belo é solta após quase um mês presa por organização criminosa


 
Foto / reprodução

As outras cinco integrantes do grupo haviam recebido, na audiência de custódia, permissão para prisão domiciliar por serem mães de crianças de até 12 anos.

Isadora Alkimin Vieira, de 21 anos, filha do cantor Belo, foi solta nesta segunda-feira (7), após quase um mês presa por integrar quadrilha que aplicava golpes eletrônicos. As informações são do jornal Extra.

A decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva de Isadora e de outras seis das 11 mulheres presas com ela por integrar uma quadrilha ligada à maior facção criminosa do Rio, e que faturava entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão por mês.

Com a liberação, o grupo deve atender a medidas cautelares como informar e justificar suas atividades todo mês, sendo proibidas de manter contato e de se aproximar das vítimas, além de terem de ficar dentro de casa à noite e em dias de folga.

“Não se revela presente o imprescindível requisito da custódia cautelar consistente no perigo pelo estado de liberdade, e que pudesse continuar respaldando a custódia preventiva das denunciadas, não bastando a tanto, como é cediço, a gravidade em abstrato do delito, se desvinculada de qualquer situação concreta atinente ao crime”, diz a decisão do TJRJ.

Relembre o caso

Presa em 11 de novembro, Isadora é acusada de integrar um grupo de estelionatários que dava golpes principalmente em idosos. Além dela, foram denunciadas outras 11 mulheres que foram presas com a filha de Belo em um apartamento em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Segundo as investigações da DCOD (Delegacia de Combate às Drogas), responsável pela prisão, no apartamento funcionava uma central de telemarketing clandestina da quadrilha. Isadora e outras mulheres são acusadas de entrar em contato com vítimas para furtar seus dados bancários e até conseguir acesso a cartões de crédito.

Ainda segundo a denúncia, ficou evidenciado que uma das mulheres, Roselaine Oliveira Almeida coordenava outras integrantes do grupo, que faziam contatos telefônicos com as vítimas.

Com informações do site Istoé