segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Motorista de app descobre que cadela de passageira seria sacrificada e adota animal


 

Em um ato inesperado, o motorista de aplicativo Emerson Lima salvou a vida de um cãozinho que seria sacrificado por uma cliente. O caso ocorrido em novembro comoveu o blog Bom Pra Cachorro, da Folha de S. Paulo, que realizou uma entrevista com o novo dono da cadela. 

Emerson relembra que sua cliente perguntou se poderia levar o cachorro na viagem. Apesar de ter pensado que o animal sujaria todo o seu carro, aceitou a corrida. “Perguntei se era grande e ela só respondeu que era quietinho. Só pensei o quanto ia sujar meu carro! Mas aceitei, e a mulher ficava me apressando”, contou.

Ao pararem em um banco para que a passageira sacasse dinheiro, Emerson chegou a ouvir a mulher falando ao telefone que estava decidida a fazer algo quanto a cadela e que devia ser para “dormir e não acordar mais”. 

“Nessa hora pensei que podia ser alguma coisa com a cachorra”, disse Emerson, que disse ter começado a puxar assunto com a cliente para descobrir o que estava acontecendo. 

Ao longo da conversa, a dona da cadela afirmou que o animal estava doente e que estava a caminho de uma clínica para sacrificar o pet pois o tratamento da doença seria muito caro. “Foi quando falei: a senhora não dá a cachorra para mim? Ela disse que iria pensar, mas, segundos depois, falou que era meu”, lembrou. 

Com a decisão, ambos voltaram para a casa da passageira, onde Emerson recebeu todos os materiais da cadela. Segundo ele, a mulher afirmou que não queria mais notícias sobre o animal.

O motorista levou, então, o animal para casa. No veterinário, ele descobriu que a cadela, agora batizada de Vida, possuía uma infecção no útero. Ela passou por uma cirurgia, de mesmo preço de uma eutanásia, e hoje está bem e saudável. 

“Assumi esse compromisso, gastei dinheiro, mas ela está viva. Parece que ela sabe que eu a salvei. Onde eu vou, ela vai”, disse, acrescentando que está fazendo o possível para dar os devidos cuidados à cachorra.

“A gente mora de aluguel em uma quitinete na comunidade. Até fizemos uma vaquinha para ajudar nos custos e quem sabe alugar um espaço maior, porque Vida é muito grande”, contou. 

“Deus colocou aquela corrida no meu caminho e eu aceitei levar o cachorrão que sujou meu carro todo. Tinha que acontecer (…) Não posso criticar a antiga dona, não sei pelo que ela passou. Mas sei que temos que sempre ajudar o próximo, seja pessoa, seja animal. Ainda mais em uma pandemia”, completou.

Com informações do site: Varela Notícias