segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Mama tuberosa: o que é e como tratar a malformação dos seios


 
Foto: Reprodução
Mamas em formato de "tubo" podem incomodar, mas têm solução cirúrgica

Deformidades congênitas, mesmo que não causem problemas funcionais, afetam diretamente a saúde emocional em qualquer pessoa. E com o maior símbolo da feminilidade, o impacto pode ser ainda mais devastador.

As mamas tuberosas são chamadas assim devido ao aspecto semelhante a um tubo, pois são mais longas e compridas, com maior projeção para frente e base estreita e formação de aréolas maiores.

É uma deformidade congênita, que se apresenta durante a puberdade. Esta singularidade, pode ocorrer mais em uma mama que na outra, deixando os seios com um formato que pode causar estranheza na mulher.
Pode afetar a vida de mulheres a partir dos 17 até a faixa dos trinta anos, desencadeando desconfortos e desequilíbrios físicos e psicológicos, pois provoca a dificuldade de socialização na fase adulta e possível dificuldade no relacionamento amoroso.

O problema é causado por uma anomalia congênita, devido a uma predisposição genética. É importante conscientizar a menina sobre qualquer alteração na mama, para que ela não sofra um impacto psicológico na puberdade. Os principais sintomas surgem no começo do desenvolvimento hormonal. Eles são:

Hipoplasia mamária (quando a mama é menor que o normal)

_ Deficiência na pele da mama

_ Seios mal posicionados

_ Hérnia areolar

_ Inchaço dos mamilos e na aréola

_ Assimetria mamária

As mamas tuberosas podem ser tratadas pela cirurgia plástica, com a correção mamária. Dependendo do caso, com ou sem implantes de silicone.

A cirurgia corretiva desse tipo de mama visa reduzir o diâmetro da aréola, baixar o sulco mamário para atingir a posição adequada, e ainda desfazer o anel fibroso para o tecido mamário passar a ter um formato considerado normal. Já os implantes de silicone ajudam a melhorar o formato, com a colocação da prótese abaixo ou por cima do músculo.
As mamas ganham volume e melhor simetria. Para a colocação da prótese, é retirada a pele ao redor da aréola para achatar a mama e faz-se incisões adequadas no interior da mama para alargar a base. Depois de descolar o sulco inframamário para posição mais inferior, coloca-se a prótese de silicone de base larga e de projeção pouco acentuada.

Outra alternativa que oferece resultado mais natural é a lipoenxertia mamária. Pode ser associada a prótese de mama em situações específicas de maior complexidade, quando somente o implante não proporciona bom resultado. A técnica permite colocar gordura do próprio corpo da paciente em áreas com deformidades, como as mamas tuberosas.
Tira-se da região do abdome, por exemplo e coloca-se nos seios.

Cerca de 30% do volume aspirado é material aproveitável para enxerto, em outras partes do corpo. A gordura é introduzida via intramuscular, para boa integração do enxerto.

Todo e qualquer esforço se faz necessário para a mulher atingir a plenitude de sua autoestima. Corrigir qualquer alteração mamária pode significar mais saúde física e emocional. Por isso, cada correção das mamas tuberosas deve ser realizado com o devido cuidado e rigor médico, para cada vez mais a mulher se sentir confiante e saudável.

Com informações do site: Portal Cbn