terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Morre diretor responsável pelo Enem dias antes da aplicação do exame


 
Foto: Reprodução
Morreu nesta segunda-feira (11/01) o diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), general Carlos Roberto Pinto de Souza, aos 59 anos. Ele estava em tratamento contra a Covid-19 desde o fim de 2020.

O general Carlos Roberto morreu na cidade de Curitiba (PR), onde estava internado. Ele havia assumido o cargo de diretor de avaliação do Inep em agosto de 2019,
e já ocupou o Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército e o Centro de Defesa Cibernética do Exército.
Em nota, a presidência do Inep, em nome de todos os seus colaboradores, “agradece o trabalho desempenhado com dedicação, entusiasmo, responsabilidade e senso ético pelo diretor Carlos Roberto. Seu nome estará registrado na história do Inep”.

Pinto de Souza tinha doutorado em Altos Estudos Militares e foi Comandante do Centro de Comunicação e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro.

Ele não tinha formação na área de avaliação escolar. Até assumir o cargo no Inep, trabalhava como assessor no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

JUSTIÇA DECIDIRÁ SOBRE ENEM
Uma ação movida na Justiça por organizações estudantis e institutos da área de educação na última sexta (7) e uma carta de mais de 45 associações ligadas a ciência questionam a segurança sanitária para a realização do Enem 2020 em face da alta de casos de Covid no país.

A versão impressa do exame está marcada para este domingo (17) e para o seguinte (24).

O documento solicita o adiamento da prova. A Defensoria Pública da União fez o pedido junto com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e as entidades Campanha Nacional pelo Direito à Educação e Educafro.

Na mesma sexta, mais de 45 entidades científicas publicaram uma carta endereçada ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, em que expressam preocupação pela realização do exame.

Encabeçam a manifestação a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

Segundo a carta, as medidas do Inep e do governo federal “não são suficientes para garantir a segurança da população brasileira, num momento de visível agravamento da pandemia no país”.


Com informações do site: Folha