terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Turista morre ao levar tiro de amigo e testemunhas mentem para a polícia


 

Um motoboy de 24 anos morreu após ser atingido por um tiro disparado por um amigo em Mongaguá, no litoral de São Paulo. Inicialmente, o suspeito mentiu para a polícia sobre o envolvimento no óbito de Carlos Vinicius dos Santos, mas depois alegou que o tiro foi acidental. Eles eram moradores de Diadema. A Polícia Civil segue investigando o caso.

Conforme apurado pelo G1, dois suspeitos, de 28 e 32 anos, informaram inicialmente à polícia que Carlos Vinicius estacionou o carro na Avenida Governador Mario Covas Júnior, na esquina com a Rua Carvalho Pinto, no Balneário Itaóca. Ele foi abordado por dois criminosos e que, em certo momento, um deles efetuou um disparo de arma de fogo contra ele.

Os amigos relataram que foi acionado o socorro, mas devido a demora da chegada da ambulância, ambos colocaram a vítima no carro. A caminho do hospital, eles encontraram uma viatura da Polícia Militar, que os escoltou até o Pronto Socorro Central, onde Carlos Vinicius não resistiu e morreu. De acordo com a polícia, os amigos são moradores de Diadema.
O caso foi encaminhado ao delegado Francisco Wenceslau, que contou com apoio de policiais civis da Delegacia Sede de Mongaguá. A Polícia Civil iniciou a investigação de latrocínio e descobriu que, na verdade, houve um homicídio.

Segundo a Polícia Civil, foi realizado exame residuográfico nas mãos dos dois rapazes que presenciaram o crime, bem como na vítima. Com as investigações, os policiais constataram que o local apontado pelos amigos do motoboy não foi onde o crime realmente ocorreu. Eles teriam alterado o local dos fatos, induzindo o perito ao erro.

Durante as entrevistas iniciais, o delegado suspeitou da versão dos amigos de Carlos, que entraram em contradição algumas vezes. Com base nos relatos, os policiais retornaram ao local do crime apontado pelos suspeitos e ouviram moradores e veranistas da região. Eles também realizaram buscas por câmeras particulares que pudessem ter captado imagens que auxiliassem nas investigações.
Porém, segundo a Polícia Civil, ao serem interrogados novamente, os turistas alteraram a versão apresentada no início. Os policiais descobriram que o amigo de Carlos, de 32 anos, foi o responsável pelo disparo que atingiu a vítima de forma fatal.

Segundo os investigadores, ele confessou que realizou um único disparo, de forma acidental, em direção ao motoboy. Os suspeitos afirmam que deram uma versão inicial diferente porque ficaram em "choque" depois do ocorrido.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exame necroscópico, já que foi detectada mais de uma lesão, o que faz a polícia suspeitar que os envolvidos ainda não tenham relatado tudo o que aconteceu naquele dia. A Polícia Civil prossegue com as investigações, pois suspeita que o tiro possa não ter sido acidental.

O delegado prendeu autor do disparo em flagrante por homicídio. Porém, a Justiça concedeu a liberdade ao suspeito, afirmando que a decisão ocorreu porque ele ajudou a socorrer o amigo. Segundo a polícia, ele não tinha porte de arma de fogo. Já o homem de 28 anos, o outro amigo do motoboy, responderá por fraude processual por ter mentido durante o depoimento.

Com informações do site: G1