quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Após estupro, menina é obrigada a conviver com tio que a engravidou


 
Foto: Reprodução
Adolescente de 13 anos estuprada pelo tio na Aldeia Limão Verde, em Aquidauana, ganhou neném há menos de um ano e mesmo com medida protetiva que impede o abusador de se aproximar dela, ele continua frequentando a casa da menina e visitando a criança.

Delegada da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) do município, Joilce Silveria Ramos, conta que o caso chegou à Polícia Civil em novembro do ano passado, e a menina de 13 anos já estava com o filho nos braços. O tio foi denunciado à Justiça, que definiu a medida protetiva.

“Eu fiz o pedido de prisão, mas o juiz indeferiu, aplicando medida protetiva proibindo ele (o tio) de se aproximar da adolescente”, comentou a delegada. Ocorre que a medida está sendo desrespeitada e o homem tem visitado a criança com frequência e mora na mesma aldeia da menina.

O parentesco entre tio e vítima é o seguinte: ele é casado com a irmã da mãe da adolescente. A mãe já é falecida e a menina morava com a tia quando os abusos aconteceram. Atualmente ela mora com a avó materna, que é sogra do tio abusador e segundo a delegada, “a família o protege”.

“Nas aldeias é comum ser assim. É comum acontecer das familias protegerem os agressores, pelo simples fato de ser parente. A mãe não quer ver o filho preso”, diz a delegada, que lembra ainda que tanto a tia quanto a avó da menina deram chás e remédios para a adolescente, quando estava grávida, na tentativa de fazê-la abortar.

A delegada informou que nenhuma nova denúncia sobre o caso foi feita recentemente e que fará diligências na aldeia para saber se a medida protetiva está sendo descumprida.

A reportagem entrou em contato com o Conselho Tutelar de Aquidauana que informou que apenas após reunião colegiada poderá se manifestar sobre o caso.

O cacique da aldeia Limão Verde, Antônio dos Santos Silva, também foi contatado, e informou que a autoridade dele sobre o assunto acaba quando casos como esse são levados à Justiça. “Nossa autoridade é até quando a Justiça não tiver conhecimento”, afirmou. -

Com informações do site: Campo Grande News