sábado, 13 de fevereiro de 2021

Casal acusado de matar e esquartejar vigilante


 
Foto: Reprodução
Está marcado para esta sexta-feira (12) o julgamento do casal acusado de matar e esquartejar o vigilante Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida, de 32 anos. Partes do corpo dele foram encontradas dentro de um bueiro, em Samambaia, no Distrito Federal.

Os acusados, Giovane Michael Cardoso Alves e Rutiele Pereira Bersan, vão à juri popular. Ela é ex-companheira da vítima e, segundo a investigação, Marcos desapareceu após ir até a casa dela, em novembro de 2019. O G1 tenta contato com as defesas.

O plenário está marcado para começar às 9h30, sem presença do público ou da imprensa. O casal responde por homicídio, ocultação de cadáver e por induzir a investigação ao erro. O processo corre em segredo de Justiça.

Relembre o caso

Em 11 de novembro de 2019, após uma denúncia anônima, a Polícia Civil (PCDF) encontrou partes do corpo de Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida esquartejado dentro de um bueiro, na QR 327, em Samambaia, próximo a um terminal de ônibus da região.

Segundo a polícia, o corpo continha apenas os braços e as pernas. Como estava em estado avançado de decomposição, a identificação só foi possível via análise das impressões digitais.

Marcos Aurélio desapareceu, após sair do trabalho, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), no dia 9 de novembro de 2019. De acordo com investigação, no dia do crime, a vítima pegou um ônibus na Rodoviária do Plano Piloto para ir até a casa da ex-namorada, em Samambaia.

A polícia concluiu que, na casa da mulher, o vigilante foi sedado com remédios controlados e, em seguida, teve os braços amarrados com fios de antena. Segundo o processo, Giovane, que vivia na mesma casa da ex-companheira de Marcos Aurélio,o matou a vítima a facadas e o esquartejou.

Júri popular
O júri popular é previsto para crimes dolosos contra a vida, sejam eles tentados ou consumados, como homicídio, infanticídio, aborto ou participação em suicídio.

Durante o julgamento, os jurados determinam se de fato ocorreu crime e se o réu é o autor. Se houver resposta positiva para as duas perguntas, haverá uma terceira decisão: se o acusado deve ou não ser absolvido.

Portanto, quem determina a condenação do réu é o júri. No entanto, a sentença, que é a dosimetria da pena, é responsabilidade exclusiva do juiz.

A sentença inclui um cálculo técnico para dosar a pena do condenado, levando em consideração as questões específicas do caso.

Com informações do site: G1