segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Motorista de aplicativo se nega a atender autista que estava sem máscara


 
Foto: Reprodução
Depois de pedir um carro de aplicativo para ir até a Casa de Saúde da Capital com o filho que é autista, Deir Ferreira de Arruda, de 56 anos, foi impedido de entrar no veículo.  Isso porque, devido ao transtorno, Marco Aurélio, de 35 anos, não consegue se adaptar ao uso de máscara de proteção.

O motorista insistiu para que o pai obrigasse Marco a usar o item de proteção, mas como não houve consenso, pai e filho tiveram de pedir carona para amigos. Deir relata que toda vez que pede veículos pelo aplicativo, quando o carro chega ele avisa o motorista. “Meu filho é autista ele não usa mascara”, conta. No entanto, nesta quinta-feira (19), o motorista se negou a continuar a corrida, caso o rapaz não usasse a máscara.

O motorista teria gritado, fazendo com que Marco tivesse uma crise. Em seguida o homem cancelou a corrida e foi embora. Deir e o filho foram andando até a casa de sua irmã que fica no Bairro Universitário e de lá pegaram uma carona.

“Eu tive que ir no sol quente a pé, atravessar um avenida movimentada com meu filho em crise porque eu sofri descriminação da parte de um motorista“, relata o aposentado. Deir e o filho foram levados por amigos até a Casa da Saúde.

No retorno para casa o aposentado não conseguiu pedir outro veículo, pois a empresa de aplicativos exigiu uma foto dele, provando que estava de máscara, possivelmente após uma denúncia do motorista.
Deir então fez uma reclamação por escrito na central da empresa na Capital.

Liberado - Desde junho do ano passado existe uma lei que permite que crianças menores de três anos e portadores de deficiência intelectual, são liberados do uso obrigatório de mascara. Para quem não se encaixa nestes parâmetros o uso de máscaras de proteção individual contra o coronavírus é obrigatório em qualquer lugar, incluindo em veículos de aplicativo. 

Com informações do site: campo grande news