terça-feira, 23 de março de 2021

Contador é preso por manter 4 cães sem comida, um deles com olho cheio de bichos


 
Foto: Reprodução

Contador de 34 anos foi preso por maus-tratos a quatro cães, que viviam amarrados dia e noite com correntes curtas, eram alimentados com comida podre e não tinham água potável. Um dos animais estava com o olho cheio de bichos. O flagrante foi ontem (22), numa área de comodato no cruzamento das ruas Brigadeiro Thiago com a Araguacema, no Bairro Universitário, em Campo Grande. O dono deles vai passar por audiência de custódia nesta manhã na Justiça. 

Conforme boletim de ocorrência, a Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) recebeu denúncia anônima de maus-tratos a animais e ao checar a informação encontrou os quatro cães em situação de sofrimento.

“O que apuramos foi horrível. Quatro cachorros viviam acorrentados 24h/dia, não havia água potável para consumo, a comida encontrada nas vasilhas estava podre e fétida (eram restos de feijoada do domingo), os cães não tinham abrigo condizente e apto a protegê-los contra intempéries e o pior: um dos animais (a Belinha) estava com o olho esquerdo ferido e cheio de bichos, o que certamente devia incomodar muito!”, escreveu em sua rede social o delegado titular da Decat, Maércio Alves Barbosa.



Ainda de acordo com Maércio, não havia razão para os cães ficarem acorrentados, pois viviam numa área de comodato totalmente cercada. Além de Belinha, foram resgatados a Tora, a Gaia e o Grilo. Eles foram atendidos numa clínica e levados para lares temporários.

À polícia, o contator disse que os animais tinham casinhas e ficavam protegidos, relatou que de vez em quando soltava os cachorros para correrem um pouco.
Ele acredita que a denúncia foi feita por vizinhos que têm interesse no terreno. Relatou ainda que mora na área há 25 anos.

Indagado sobre a situação de Belinha, disse que dava remédio para tratar a ferida e levava os animais ao veterinário somente quando estavam doentes. Comprometeu-se a adequar o espaço para ter os animais de volta. 
Com informações do site:  campograndenews