quinta-feira, 11 de março de 2021

Feirante SE SUICIDA após medidas restritivas do Estado


 
Foto: Reprodução
Em carta deixada para amigos e familiares, o feirante Adailton Carianha citou que os decretos de medidas restritivas publicados na Bahia, que paralisaram as atividades não-essenciais foram supostamente a causa que motivou o trabalhador a tirar a própria vida.

Em um trecho da carta, Adailton escreve:
“Estou fazendo isso porque não estou conseguindo pagar as dívidas por causa do fechamento de tudo”, escreveu Adailton.

O feirante não suportou a pressão e faleceu nesta terça-feira (09).

Adailton era Natural do bairro da Liberdade, em Salvador onde ironicamente nasceu o governador da Bahia, Rui Costa.

Adailton deixa uma filha órfã que era estudante da área da saúde.

O comerciante tinha uma barraca bastante conhecida na Feira de São Joaquim, onde trabalhava há mais de 30 anos.

Sinais de alerta de suicídio
A maioria dos suicídios é precedida por sinais de alerta verbais ou comportamentais, como falar sobre: querer morrer, sentir grande culpa ou vergonha ou sentir-se um fardo para os outros.

Outros sinais importantes são sensação de vazio, desesperança, aprisionamento ou falta de razão para viver; sentir-se extremamente triste, ansioso, agitado ou cheio de raiva; ou com dor insuportável, seja emocional ou física.

Além disso, mudanças comportamentais, como fazer um plano ou pesquisar maneiras de morrer; afastar-se dos amigos, dizer adeus, distribuir itens importantes ou fazer testamentos; fazer coisas muito arriscadas, como dirigir em velocidade extrema; mudanças extremas de humor; comer ou dormir muito ou pouco; usar drogas ou álcool com mais frequência. Todos estes podem ser sinais para um possível suicídio.

Como prevenir o suicídio
O suicídio pode ser evitado e há intervenções eficazes disponíveis. A nível pessoal, a detecção precoce e o tratamento da depressão e dos transtornos por uso de álcool são essenciais para a prevenção do suicídio, bem como o contato com pessoas que já tentaram o suicídio. 

O apoio psicossocial nas comunidades é muito importante para o aconselhamento nesses momentos. Em caso de detecção de sinais de suicídio em si mesmo ou em alguém, a recomendação é procurar ajuda de um profissional de saúde o mais rápido possível.

Remover as barreiras de acesso aos cuidados de saúde mental, limitar o acesso aos meios para cometer suicídio, fornecer informações verdadeiras e adequadas sobre o assunto na mídia, bem como reduzir o estigma associado à procura de ajuda psicológica também podem ajudar a reduzir o suicídio.

A OPAS está trabalhando com os países das Américas para fortalecer os sistemas de saúde que contam com poucos recursos ou estão sobrecarregados pela pandemia da COVID-19, de modo a fazer frente ao aumento de casos de saúde mental (tanto novos, como agravantes de casos pré-existentes) e para manter a continuidade dos tratamentos das pessoas com problemas de saúde mental e uso de substâncias.

A OPAS também recomenda incorporar o apoio à saúde mental e psicossocial nos planos e esforços de resposta à COVID-19. Algumas recomendações incluem atendimento remoto ou virtual, adaptação e disseminação de mensagens para a população em geral, bem como para as populações de maior risco, e treinamento de profissionais de saúde e outros membros da comunidade sobre o assunto.

Com informações do site: De Olho News