segunda-feira, 26 de abril de 2021

O ato de se tocar pode ser considerada um vício?


 
Foto: Reprodução

O ato de se tocar é algo comum na vida de qualquer ser humano, muito simples de ser executado, não importa a idade, tampouco se está solteiro (a) ou se tem relações frequentemente.

 O ato de chegar ao orgasmo tocando as próprias partes íntimas, a estimulação dos órgãos genitais, seja ele feminino ou masculino, ou outras regiões erógenas como anus ou mamas. 
 
A pratica ainda é marcada por muitos tabus, no entanto, ela auxilia na produção da testosterona, o hormônio do desejo. Além de ser uma forma de autoconhecimento do próprio corpo, não faz mal para a saúde e pode ser realizada sempre que você se sentir à vontade para fazê-la.
O ato é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma das formas saudáveis de se expressar.  
 
Existem vários termos populares para se referir ao ato masculina como: “bater ou tocar”, “fazer justiça com as próprias mãos”, “cinco contra um”, “afogar o ganso”, “descascar a banana”. Na ação feminina denominam se os termos: “tocar siririca”, “dedilhar o violão”, “tirar o lacre do bujão”, “medir a temperatura”, “esfolar o periquito”. 

No entanto, se o ato está impedindo que você faça uma atividade habitual, o ato está atrapalhando a sua rotina, temos um problema. A pratica deixar de ser algo positivo e pode causar danos à saúde ou até um vício. 
 
“O ato não é um ato ruim quando não existem excessos. O ato é um exercício de autoconhecimento que a sociedade infelizmente, desde tempos atrás, condena severamente”, afirma a sexóloga Tatiana Bovolini, a especialista explicou mais sobre o tema em entrevista ao site Metrópoles.
  
 
“Se o estímulo for sempre o mesmo pode ser ainda mais prejudicial, pois o cérebro pode acabar ‘viciando’, fazendo com que essa pessoa tenha dificuldade de atingir o orgasmo de outras formas, principalmente nas relações”, declarou a profissional. 
 
A sexóloga explica que o ato  é um aspecto saudável da vida, não existe uma quantidade ideal de vezes para se tocar em um único dia, entretanto precisa de um equilíbrio. 
"Os riscos não atingem quem pratica o ato algumas vezes na semana, e, sim, quem se toca com tanta frequência que acaba interferindo nas atividades diárias, como trabalho, lazer ou estudo, deixando de lado a interação social em prol do prazer solitário".
Tatiana Bovolini 

O fato é que vício e prazer estão profundamente conectados, porque nascem em uma região cerebral chamada centro de recompensa, o circuito que processa a informação relacionada à sensação de prazer ou de satisfação, seja acionada pelo ato, relações, comida, álcool ou drogas.
 


Essa região liberar a produção de dopamina, fazendo você querer cada vez mais e mais. Neste caso, é fundamental que a pessoa entenda que isso é uma doença e busque tratamento. 
 
Em relação ao vício em , Tatiana explica: “O vício, como qualquer outro, pode trazer danos traumáticos ao indivíduo. Quando se trata de dependência de temos que estar atentos aos seguintes pontos: deixar que a atrapalhe suas atividades de trabalho [deixar de ir trabalhar para se , deixar de fazer atividades que antes lhe davam prazer para ficar se , literalmente perder o controle de dia e hora para ficar se ”

Com informações do site:  uai