terça-feira, 13 de abril de 2021

Policial militar faz compras para vendedor de picolé que só tinha pacote de arroz


 
Foto: Reprodução

A necessidade de cuidar do próximo se mostrou ainda mais importante desde que a pandemia do novo coronavírus teve início. E uma atitude de um policial de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, melhorou não só o dia de um vendedor de picolé, mas de todos que acompanharam o que ele fez.

Enquanto estava trabalhando, o policial militar Julieder de Souza Rodrigues recebeu um pedido de ajuda de um homem, que já é conhecido na região por vender picolés. Ao BHAZ, Julieder contou que o rapaz queria um “aconselhamento policial”.

O homem explicou que estava trabalhando quando passou perto de uma obra de construção civil e um cliente comprou 20 picolés com ele e um celular antigo, mas não pagou. “Ele falou comigo ‘rapaz, o cara fazer uma coisa dessas comigo, e eu precisando tanto’, e eu perguntei o que ele estava precisando”, conta Julieder.

Foi então que o vendedor apontou para a própria bicicleta e disse que o dinheiro que tinha só deu para comprar um saco de arroz, que estava junto da bike. “Ele foi me explicando a situação só que não ouvi mais nada depois que ele disse que não tinha nada de comer em casa e que isso já estava trazendo transtornos na família dele”, conta o policial.
 
A necessidade de cuidar do próximo se mostrou ainda mais importante desde que a pandemia do novo coronavírus teve início. E uma atitude de um policial de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, melhorou não só o dia de um vendedor de picolé, mas de todos que acompanharam o que ele fez.

Enquanto estava trabalhando, o policial militar Julieder de Souza Rodrigues recebeu um pedido de ajuda de um homem, que já é conhecido na região por vender picolés. Ao BHAZ, Julieder contou que o rapaz queria um “aconselhamento policial”.

O homem explicou que estava trabalhando quando passou perto de uma obra de construção civil e um cliente comprou 20 picolés com ele e um celular antigo, mas não pagou.
“Ele falou comigo ‘rapaz, o cara fazer uma coisa dessas comigo, e eu precisando tanto’, e eu perguntei o que ele estava precisando”, conta Julieder.

Foi então que o vendedor apontou para a própria bicicleta e disse que o dinheiro que tinha só deu para comprar um saco de arroz, que estava junto da bike. “Ele foi me explicando a situação só que não ouvi mais nada depois que ele disse que não tinha nada de comer em casa e que isso já estava trazendo transtornos na família dele”, conta o policial.

‘Pode comprar o que precisar’

Julieder disse ao rapaz que a prioridade era uma “feira”, com os alimentos que ele precisava no momento. “Essa questão da ocorrência a gente resolve depois, no momento ele estava precisando de uma feira. Aí fui com ele no supermercado próximo, dei o carrinho para ele e disse para ele comprar o que precisasse”.

“Ele não sabia nem o que pegar, parece que ele não tinha costume com esse tipo de atitude, ele me pediu ajuda e falou ‘cara me ajuda, eu não sei nem o que eu pego’, e ele estava tão constrangido que pegava só miojo.
Eu fui lá e peguei primeiro os alimentos básicos, depois fui para outras partes como biscoito, leite, carnes.”
Julieder também conta que fez questão de comprar itens de higiene para a esposa do vendedor, como creme de cabelo, shampoo e hidratante corporal.
Cuidado com o próximo causou estranheza

Julieder faz questão de mencionar que se hoje pode ajudar financeiramente o próximo é porque Deus, como acredita, o deu tal condição. “Eu fiquei até pensando… como que isso causou estranheza das pessoas que estavam vendo.
Eu me baseio num texto da Bíblia que diz que Deus preparou boas obras para gente andar por elas. Se eu fiz aquilo, é porque Deus me deu a oportunidade”, reflete.

“A situação estava trazendo muito transtorno para ele. Pelo que vi a mulher já estava pensando em abandonar ele e voltar para casa dos pais por falta do que comer.” O policial explica que toda a ação foi baseada na fé cristã dele e de amor ao próximo, e que não sabia que estava sendo filmado, já que talvez não teria permitido a gravação das imagens.


Com informações do site: macajuba acontece