quarta-feira, 12 de maio de 2021

Mulher é repreendida por segurança ao usar a parte de cima do biquíni e fica revoltada


 
Foto: Reprodução

Uma mulher foi repreendida por um segurança, nesta sexta-feira (7), ao andar de short e com a parte de cima do biquíni no Pontão do Lago Sul, orla do Lago Paranoá, em Brasília. A abordagem foi filmada pela mulher.

Apesar de o espaço ser público e não ter regras específicas que proíbam o traje, a servidora pública Patrícia Nogueira disse que "se sentiu constrangida" ao ser abordada.

Patrícia andava de bicicleta na orla quando o segurança pediu para que ela vestisse a camiseta. A servidora, então, começou a filmar a abordagem.
Nesse momento, um homem sem camisa passou ao lado do segurança. No vídeo, ela questionou o vigilante se ele não abordaria o outro frequentador.

"Mulher de biquíni não pode, mas homem sem camisa pode... É isso? [...] Eu não posso de short e a parte de cima do biquíni, mas homem sem camisa pode, é isso?", questionou Patricia.
Em resposta, o segurança disse que "mulher de biquíni não pode", mas que homem sem camisa "não tem problema", desde que não esteja com traje de banho.

"Estava de short, camiseta [na mão], tênis. Por baixo da camiseta, a parte de cima do biquíni. Quando um segurança do local me abordou de forma muito educada e me pediu que vestisse a camiseta pois ali não é permitido circular em trajes de banho", contou em entrevista.
A administradora do Pontão do Lago Sul disse que "não compactua com tal situação e repudia todo e qualquer tipo de discriminação" e informou que o vigilante foi advertido.

Constrangimento
Patrícia contou que se sentiu "constrangida e discriminada". De acordo com ela, "a regra é absurda".

"Ele passou sem camisa e eu vou ficar de biquíni e de máscara. Por que se um homem passa sem camisa, a mulher não pode passar com a parte de cima do biquíni? Não faz sentido, mas eu entendo", afirmou.

A servidora pública afirmou ainda que "o machismo estrutural está em todos os lugares e se esconde sobretudo em situações cotidianas, em normas aparentemente inocentes". "Quando a gente se dá conta do absurdo, a gente tem que falar sobre isso, sim", disse.

Com informações do site: G1