quinta-feira, 27 de maio de 2021

Por que pessoas doentes costumam melhorar pouco antes de morrer?


 
Foto: Reprodução
Antes da trágica morte do ator e humorista Paulo Gustavo, vítima da covid-19 em maio de 2021, as últimas notícias sobre o caso davam conta de que ele havia apresentado súbita melhora antes do quadro agravar. Apesar do espanto causado em quem esperava por melhores novidades, entretanto, esse costuma ser um fenômeno bastante comum na medicina. 

Em casos de pacientes no leito de forme, existe uma certa frequência de indivíduos que apresentam súbita melhora clínica e de estado de consciência antes de morrer — quase como um último adeus. Mas existe explicação científica para isso? É esse o tema que discutiremos no artigo de hoje.

Energia repentina

O fim da vida de um ser humano pode ser algo bastante complexo.
Na maioria dos casos, as pessoas imaginam que os enfermos piorarão aos poucos até entrarem em um estado de coma ou em algum estado de inconsciência antes de irem embora. Porém, as coisas não costumam ser simples assim.

Quando uma pessoa está "de partida", ela costuma ficar mais estável e pode apresentar desejos de comer, falar ou beber novamente. Algumas pessoas descrevem esse fenômeno como uma explosão repentina de energia antes da morte. Esse período de recuperação pode ser acompanhado por uma mudança tão notável na cognição e clareza mental que os profissionais de saúde utilizam o termo “lucidez terminal” para descrevê-lo.

As Pessoas Sobem Escadas Verticais De 140 M Para Chegar Em Casa
De acordo com um estudo feito por Michael Nahm, biólogo e pesquisador alemão, 84% das pessoas que vivenciam uma lucidez terminal terminam falecendo dentro do período de uma semana — sendo 42% destas mortes no mesmo dia do fenômeno.

A ciência ainda não sabe ao certo o motivo disso ocorrer, apesar de ser algo frequente em diferentes tipos de enfermidade.

Alertando familiares
 
A lucidez terminal pode ser algo bastante delicado de se explicar aos familiares que acompanham o estado clínico de um ente querido.

Com informações do site: megacurioso