terça-feira, 29 de junho de 2021

Trans, ex-Mulher abacaxi assume empresa de transporte: "Dirijo caminhão desde os 12"


 
Foto: Reprodução
Marcela Porto ficou conhecida do público como Mulher Abacaxi. Estampou capas de revistas e foi até musa da escola de samba Inocentes de Belford Roxo. Atualmente, porém, a carreira artística está de lado. O foco agora é outro: trans, ela é dona de uma transportadora de minérios e chefia uma equipe de dez funcionários. Negócio que consegue tocar com louvor, já que, segundo a própria, vem de uma família que tem "diesel na veia"

"Dirijo caminhão desde os 12 anos. Sou de uma família de caminhoneiros. Meu pai era um dos melhores carreteiros de Campos dos Goytacazes (município onde ela nasceu) e meus irmãos mais velhos todos dirigem também. Nós temos diesel na veia", diz Marcela, que conseguiu recentemente a habilitação categoria E, que permite guiar veículos acoplados e articulados.

Ela conta que não percebe estranheza dos clientes. Segundo narra, caso ele notem que ela é uma mulher trans, não falam. Não sofreu transfobia em seu trabalho. Por conta da natureza da atividade que exerce, costuma dispensar o salto alto durante o expediente, mas isso não quer dizer que não haja preocupação com o visual. . Muito pelo contrário:

 "Arrumada sempre, porém sem decotes, shortinhos ou minissaia. Uso camiseta da firma, afinal eu tenho que ser a garota propaganda da minha empresa. Também não curto chamar atenção no ambiente de trabalho, procuro ser a mais discreta", diz ela sobre a transportadora, sediada em Maricá, que possui oito caminhões e uma retroescavadeira.

Marcela entende que teve uma trajetória profissional diferente das de muitas mulheres trans. Ela defende que todas corram atrás dos sonhos para alcançar os objetivos: "Nós, pessoas trans, podemos estar onde quisermos e ser o que quisermos, basta acreditar e não deixar que nada, nem ninguém, destrua nossa autoestima."

Com informações do site: BR  NOTICIAS