quarta-feira, 7 de julho de 2021

Após assumir relacionamento lésbico, mulher é morta a mando do ex-marido; inquérito é finalizado


 
Foto: Reprodução
Ana Campestrini foi morta a tiros no dia 22 de junho quando chegava em casa, em Curitiba, capital do Paraná. O crime chamou a atenção de todo o Brasil, a Polícia Civil avançou nas investigações e chegou ao principal suspeito: o ex-marido de Ana, Wagner Oganauskas.

Nesta segunda-feira (5), a Polícia Civil indiciou Wagner como mandante da morte de Ana Campestrini. O homem foi indiciado por homicídio com qualificadores: meio cruel, motivo torpe, sem dar chance de defesa para a vítima, feminicídio e para assegurar vantagem de outro crime.

Wagner mandou o amigo Marcos Antônio Ramon executar o crime. Marcos também foi indiciado por homicídio com três qualificadores: impossibilidade de defesa da vítima, meio cruel e motivo torpe. É ele quem aparece na moto que para ao lado do carro de Ana e dispara os tiros à queima-roupa que mataram a mulher.

Marcos teria recebido R$ 38 mil para matar Ana. Imagens de câmeras de segurança mostram ele seguindo o carro onde Ana estava por cerca de 15 minutos. A mulher tinha ido ao clube onde o ex-marido é presidente para fazer uma carteirinha e ter acesso ao treino dos filhos.

Ana e Wagner foram casados
Ana Campestrini e Wagner Oganauskas foram casados e tiveram dois filhos. O relacionamento terminou há quatro anos, quando Ana assumiu ser homossexual. Há dois anos, ela iniciou relacionamento com uma mulher. O acesso delas aos filhos era dificultado pelo ex-marido. Com o fim do inquérito, o caso agora vai para a Justiça. Os advogados de Wagner e de Marcos não se pronunciaram. 

Com informações do site: i7news