terça-feira, 13 de julho de 2021

Capitão da PM é preso em MS após denunciar homofobia na corporação


 
Foto: Reprodução
Um capitão da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul foi preso na última  quinta-feira (8) em Campo Grande, após denunciar ao Ministério Público do estado a prática de homofobia dentro da corporação. As informações são da Folha de S.Paulo.
 
Felipe dos Santos Joseph, 34, é policial militar desde 2009. Ele passou a noite no presídio militar de Campo Grande e foi solto na manhã desta sexta-feira (9) após audiência de custódia.
 
O capitão recebeu voz de prisão do tenente-coronel Antonio José Pereira Neto, do Comando Geral da PM, em reunião convocada pelo superior. O advogado de Joseph, Anderson Yamada, afirma que segundo o capitão, o encontro foi marcado para tratar de questões de trabalho.
 
No entanto, segundo o advogado, o tenente-coronel teria pedido explicações sobre a denúncia por homofobia feita pelo capitão à Promotoria. Nesse momento Joseph deixou a sala e foi preso.
 
A denúncia ao Ministério Público foi feita após o capitão se sentir ofendido por comentários homofóbicos feitos em grupo de WhatsApp da polícia. Segundo o advogado do capitão, ele já havia feito outra denúncia por homofobia à corregedoria da PM, que não foi adiante.
 
De acordo com a ata da audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira, o capitão deixou a sala do tenente-coronel após ser informado pelo superior de que não estava autorizado a se retirar, o que configuraria recusa de obediência.
 
No entanto, para o juiz Albino Coimbra Neto, o crime só estaria caracterizado se tivesse relação com assunto ou matéria de serviço. Por isso, ele autorizou o relaxamento da prisão do capitão.
 
A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul afirmou em nota que a prisão do capitão aconteceu "em decorrência da negativa do mesmo em cumprir uma ordem emanada por um superior hierárquico, durante ato de serviço".
 
A PM de Mato Grosso do Sul afirmou ainda ter tomado conhecimento de que há no MP do estado denúncia formulada pelo capitão, mas que o procedimento está sob sigilo e que, por isso, não foi possível ter acesso ao seu teor.


Com informações do site: correio24horas