quinta-feira, 8 de julho de 2021

Filhote de baleia jubarte é encontrado morto encalhado em praia


 
(Nelson Sater/Instituto Biopesca)
Um filhote de baleia jubarte, de cerca de 7,74 metro, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (7) na praia do Jardim Guaraú, em Peruíbe, no litoral sul de São Paulo. De acordo com o Instituto Biopesca, cuja equipe atendeu a ocorrência e realiza a necrópsia da baleia, o animal era um macho já em avançado estado de decomposição.

Segundo informações compartilhadas pelo instituto, embora a equipe técnica ainda não tenha identificado a causa da morte, os motivos para encalhes de filhotes de baleias já são conhecidos: a separação precoce da mãe em decorrência de diferentes fatores, como ele ter se perdido, é um deles.

Ainda de acordo com a equipe do Biopesca, nesta época do ano, as baleias jubartes migram das águas mais frias de seus locais de origem para as águas mais quentes do Norte do Brasil para se reproduzir ou dar à luz. Esta já é a quarta ocorrência de encalhe de baleias registrada pelo instituto neste ano.

Outro caso

Em 17 de junho deste ano, outra baleia jubarte foi encontrada encalhada, já em avançado estado de decomposição, em Itanhaém, São Paulo. A biometria da carcaça revelou que ela tinha aproximadamente 8,8 metros de comprimento, tratando-se de um macho jovem.


O animal foi encontrado pela equipe do Instituto Biopesca que executa o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). As amostras biológicas colhidas pela equipe contribuem para entender melhor as causas das mortes dos animais e também com estudos a respeito da espécie. A carcaça foi recolhida pela Prefeitura Municipal de Itanhaém para destinação recomendada pelos protocolos sanitários.

O instituto

O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do PMP-BS, uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

O projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. A iniciativa é realizada desde Laguna, Santa Catarina, até Saquarema, Rio de Janeiro, sendo dividido em 15 trechos.

O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande. Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos, mas debilitados, ou mortos, os moradores podem entrar em contato pelos telefones 0800 642 3341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (WhatsApp e chamada a cobrar).

Com informações do site: BHAZ