sexta-feira, 16 de julho de 2021

Fiocruz mantém recomendação para intervalo de 90 dias entre doses


 
(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )
Quem pensou que os imbróglios envolvendo a aplicação da vacina haviam acabado se enganou. Desta vez a discussão é sobre qual o intervalo adequado entre as doses, já que os Estados estão reduzindo o tempo entre a primeira e a segunda para inibir a disseminação das novas variantes e o Ministério da Saúde e a Fiocruz manifestaram se contra a mudança dos prazos.

Com a entrada da variante delta no país, alguns estados decidiram reduzir o intervalo para tentar impedir que o número de casos aumentem e causem ainda mais colapso no sistema de saúde. Eles chegaram a pedir que o Ministério da Saúde fizesse a recomendação para redução, porém o órgão foi desaconselhado pela Câmara Técnica.

Enquanto as discussões se acirravam, as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Acre, Santa Catarina, Tocantins, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Piauí. Mato Grosso também estuda a possibilidade de reduzir o intervalo de 90 dias entre as doses para 70 dias.

Contudo, ontem, a Fiocruz divulgou uma nota, nesta terça-feira (13), na qual reforça o posicionamento do Ministério da Saúde sobre o intervalo de 90 dias, por considerar seguro (devido às pesquisas realizadas com base neste período) e a eficiência do imunizante Oxford/Astrazeneca.

Segundo a Fiocruz, que produz a vacina no Brasil, vários estudos comprovam a proteção do imunizante, principalmente no Canadá e no Reino Unido. As pesquisas mostram uma eficácia contra a nova cepa de 71% na primeira dose e 92% na segunda.

Com informações do site: O LIVRE