sábado, 10 de julho de 2021

Jovem é torturada e tem corpo queimado com faca em Porto de Moz


 
Foto: Reprodução
A Polícia Civil investiga o caso em que uma jovem de 18 anos, estava sendo mantida em cárcere privado e sofrendo violência como espancamento e queimaduras feitas com a utilização de uma faca, dentro da casa do namorado, em Porto de Moz, cidade localizada na região do Xingu, no estado do Pará. A vítima denunciou o namorado pelas agressões, após conseguir fugir do cárcere, na última sexta-feira, 2.

A jovem está sob cuidados médico e psicossocial. O caso só veio à tona na manhã desta segunda-feira, 5.

A vítima, cuja identidade será preservada, conseguiu fugir, na última sexta, 2, da casa da mãe do namorado, localizada no bairro biata. "A fuga só foi possível porque o namorado havia saído para vender farinha de mandioca, momento em que a adolescente correu atrás de socorro. Uma moradora socorreu a jovem", conta o morador que presenciou o socorro à vítima.

No sábado, 3, a vítima, acompanhada da moradora que a socorreu e a acolheu, registrou um boletim de ocorrência e seguiu para realizar o exame de corpo delito. No mesmo dia, o Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS) atendeu a jovem.

Em nota, a Prefeitura Municipal de Porto de Moz esclarece que já adotou todas as providências devidas sobre o caso e a vítima "encontra-se acolhida e recebendo acompanhamento psicossocial pela rede de proteção e garantia dos direitos humanos’ por meio de um grupo de profissionais formado por assistentes sociais e psicólogos".

Segundo ela relatou à polícia, ela morava com o namorado na Colônia do Majari, e não se sabe informar, quanto tempo vinha sendo submetida à tamanha violência. Ela é natural da cidade de Portel, localizada no arquipélago do Marajó, mas teria saído de casa para ir morar com o namorado.

Nas fotos e vídeos que já circulam nas redes sociais, a vítima apresenta queimaduras nas coxas, barriga e costas, todas feitas por faca.

Em nota a Polícia Civil informou que um Inquérito Policial foi instaurado e investiga o caso, de forma sigilosa, para resguardar a integridade da vitima.

Com informações do Rede Pará