sexta-feira, 9 de julho de 2021

Neymar, líder sem noção, egocêntrico, que domina a Seleção


 
Foto: Reprodução/Instagram
"Sou 'brasileiro com muito orgulho e com muito amor'.

"Meu sonho sempre foi estar na seleção brasileira e ouvir a torcida cantando.

"Jamais torci ou torcerei se o Brasil estiver disputando alguma coisa, seja lá qual for o esporte, concurso de modelo, Oscar...

"Se tem Brasil, eu sou Brasil, e quem é brasileiro e faz diferente?

"Ok, vou respeitar, mas vai para o cara..."

Neymar sabia que seria ganharia espaço nos portais, tevês, rádios, jornais.

O seu ataque gratuito, chulo, desnecessário, incompatível para um ídolo de 29 anos, não foi só para a grande mídia.

Mas para o grupo de atletas concentrados na Granja Comary.  Para Tite. Uma infantilóide tentativa de mostrar liderança, atacando para os brasileiros que desejam torcer pelo time de Messi.


Neymar tem privilégios na Seleção Brasileira. Desde que Mano Menezes o convocou em 2010, depois do fracasso de Dunga na África do Sul. Ele foi aos poucos, por conta de seu talento superior em uma geração de coadjuvantes, o direito de fazer o que quiser.

Ele logo foi tomando conta de tudo. Da camisa 10, do direito de cobrar todos os pênaltis. As faltas que desejar. Do privilégio de não recompor, não ajudar na marcação, não acompanhar laterais ou volantes adversários. Não, ele não. No máximo, recua à intermediária, para receber a bola e começar o ataque, ou o contragolpe.

Neymar já deu chilique com árbitros. Foi expulso após a partida terminar. Já xingou companheiros, como na partida contra o México, na Copa do Mundo, quando gritou palavrão para Thiago Silva, por ele jogar a bola fora para atendimento de de um adversário contundido.

Ninguém o contesta quando ele mata contragolpe, tentando driblar, aparecer, ganhar mais espaço que já tem. Muitas vezes, laterais, volantes, meias e outros atacantes, ficam à mercê, de um passe do jogador, que muitas vezes, não chega mesmo com o companheiro livre.

Tite, ainda no Corinthians, foi definitivo sobre Neymar.

"Falando de forma categórica. Tivemos algum lance de deslealdade do Corinthians? O Emerson foi expulso na Libertadores, pois ele deu um carrinho imprudente, aí o Neymar caiu. Quando ele foi expulso, Neymar se levantou e… estava bom. Houve alguma coisa errada. Perder ou ganhar é do jogo. Simular situação, levar vantagem… isso é um mau exemplo para o garoto, para quem está crescendo, para o meu filho, levar vantagens nas coisas."

Mas bastou assumir a Seleção e Tite percebeu que estava nas mãos de Neymar. Por isso, ele tudo pode.
 

O imagem que moldou para o futuro é de um jogador talentosíssimo, mas infantilizado, mimado, sempre protegido pelo pai que e empresário e tolera tudo o que o filho fizer.

Um jogador do seu mais alto nível não tem figurado, desde 2017, entre os três melhores do mundo. A figura do jogador simulando faltas, tentando enganar o árbitro, não é como no Brasil. Não é 'o' esperto. Lá é considerado 'o' enganador, no pior sentido da palavra. 

E essa opinião pesa na votação do melhor do mundo.


Neymar tem mais de 240 milhões de seguidores nas redes sociais. Fãs que o apoiam em qualquer circunstância. Que o deixam ainda mais mimado, não importa que atitude tome.

Mas ele é capaz de situações surreais. Como fazer as organizadas do PSG implorarem que fosse embora da França, já que se oferecia obsessivamente para o Barcelona, de onde saiu pela porta dos fundos.

Seu poderio econômico muito maior do que todos na Seleção Brasileira, inclusive Tite, faz com que esbanje. Sempre chegando e saindo da concentração no seu helicóptero particular.

Neymar não se posiciona em questões sociais. Não quer dor de cabeça em relação ao racismo, à desigualdade social, saúde pública. Prefere organizar suas baladas com seus parças, amigos que, de acordo com o jornal Mundo Deportivo, paga 11 mil euros, cerca de R$ 68 mil por mês, para que possam acompanhá-lo onde estiver.


Seu rompimento com a Nike trouxe sérias acusações à tona. A Polícia Civil do Rio de Janeiro já foi procurá-lo na concentração do Brasil, em Teresópolis.

Já teve duas fraturas no quinto metatarso. Na segunda, mal se recuperou e já foi dançar, chocando até a diretoria do PSG.

Adversários juram que ele os provoca o tempo todo, buscando humilhá-los ao comparar seu salário com os daqueles que o marcam, em clubes menores.


Só seu talento fora de série permite que ainda seja ídolo de milhões de pessoas.

Mas Neymar precisa saber: muitos brasileiros não torcem pela Seleção por conta dele, por seu comportamento egocêntrico.

E é absolutamente democrático.

Xingar quem não torce pela Seleção foi uma infeliz tentativa de agradar os companheiros e Tite.

Como tudo que Neymar faz na concentração merece aplausos, já que ninguém quer ficar contra ele, sua postura agressiva e tola foi aceita normalmente.

Suas palavras não comovem os companheiros de Seleção.

Mas precisam ser 'aceitas'.

Neymar é um líder perdido, sem noção até do que ele significa.

Seu palavrão nada acrescenta.

Só afasta ainda mais quem já não o suporta.

E a Argentina não ficará sozinha na final de amanhã...

Com informações do site: R7