quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Vice-Miss Bumbum relata racismo em hotel de luxo no Rio: 'Ofendida, diminuída e humilhada'


 




Foto: Reprodução
A vice-Miss Bumbum, Juh Campos, relatou que foi vítima de racismo no último domingo, 25, num hotel de luxo do Rio de Janeiro. Ela conta que foi alvo de injúria racial no hotel Hilton, em Copacabana, na Zona Sul da cidade.

“Eu tinha uma reserva, inclusive já paga, para mim e uma amiga trans. Quando chegamos na recepção, fomos impedidas de nos hospedar sem uma explicação e sem uma justificativa. Eu só queria pagar e acessar a área do restaurante, porque eu tinha passado o dia sem me alimentar direito. Mas eles nos enrolaram até o horário do restaurante fechar e não conseguimos acessar a área”, relata.

Após a repercussão do caso, a modelo gravou um depoimento emocionada pelas mensagens de apoio dos internautas e sugeriu um boicote ao hotel:

“Me senti ofendida, diminuída, humilhada. Eu ofereci uma solução para fazer o pagamento da diária o quanto antes e eles não aceitaram, só porque eu queria acessar o restaurante também. O funcionário me olhava de forma baixa, não aceitava que uma mulher negra estivesse ali. Não queria nada de graça. Eu estava pagando, e caro”.

A modelo entrou na justiça contra o hotel. “Não vou ficar calada, vou lutar por justiça”.

Juh Campos disse que entrou com a ação junto ao advogado, por danos morais: "Vão arcar com o que fizeram comigo, isso ninguém merece“.

Após a repercussão do caso, a modelo gravou um depoimento emocionada pelas mensagens de apoio dos internautas e sugeriu um boicote ao hotel: “Me senti ofendida, diminuída, humilhada. Eu ofereci uma solução para fazer o pagamento da diária o quanto antes e eles não aceitaram, só porque eu queria acessar o restaurante também. O funcionário me olhava de forma baixa, não aceitava que uma mulher negra estivesse ali. Não queria nada de graça. Eu estava pagando, e caro”.

A modelo entrou na justiça contra o hotel. “Não vou ficar calada, vou lutar por justiça”. Juh Campos disse que entrou com a ação junto ao advogado, por danos morais: "Vão arcar com o que fizeram comigo, isso ninguém merece“.

Em comunicado, o hotel Hilton nega as acusações e dá sua versão para o ocorrido.

"A reserva foi efetuada por meio de uma conhecida plataforma online de reservas pertencente a terceiros. Para todos os usuários dessa plataforma, sem exceção, não há cobrança antecipada da hospedagem, de modo que os valores relativos à reserva devem ser pagos diretamente no hotel. Dito de outra forma, os bloqueios de apartamentos operacionalizados nessa plataforma são sempre considerados pelo Hotel como “reservas não pré-pagas”.

Nestes casos, a rigor, o procedimento do Hotel consiste em solicitar o pagamento de todo o período de hospedagem no momento do check-in. No caso da Sra. Juliana, como ela não estava acompanhada da pessoa que realizaria o pagamento de toda a hospedagem, e, solicitava acesso imediato ao quarto, a Equipe do Hotel compreendeu a situação de excepcionalidade e aceitou o pagamento apenas da primeira diária. A hospedagem ocorreu normalmente, mediante prestação de todos os serviços contratados.

Hilton tem tolerância zero para o racismo ou qualquer forma de discriminação. Nosso objetivo é ser um ambiente de hospitalidade para todos os que entram por nossas portas".

Com informações do site: Extra