terça-feira, 21 de setembro de 2021

Amigo suspeito de matar jovem e deixar corpo em mata fez posts nas redes sociais dias após delito, diz delegado!


 
Foto: Reprodução
Um dos presos suspeitos de participar da morte de Ariane de Oliveira, de 18 anos, fez publicações nas redes sociais dias após o delito “como se nada tivesse acontecido”, segundo o delegado Marcos Gomes. Três jovens foram presos e uma adolescente apreendida alvos das investigações, em Goiânia.

As publicações registradas dias após o delito foram feitas pelo suspeito Jeferson Cavalcante Rodrigues, de 22 anos. No entanto, o delegado disse que todo o grupo continuou fazendo publicações nas redes sociais.

Além dele, também são suspeitos do delito uma adolescente de 16 anos, que não teve o nome divulgado, Raíssa Nunes Borges, de 19 anos, e Enzo Jacomini Carneiro Matos, de 18, que usa o nome de Freya. Todos estão detidos na Delegacia de Capturas.

O g1 não conseguiu descobrir quem representa a defesa dos suspeitos para pedir uma posição sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

Questionado sobre como foi o comportamento dos investigados após o delito, o delegado explicou:

“Continuaram tranquilos, postando nas redes sociais todos os dias, como se nada tivesse acontecido”.

Em uma das publicações feitas por Jeferson e registradas pelas investigações, o suspeito afirma que se sente atraído pelo “charme de distúrbios e problemas psicoemocionais”.

O tema é recorrente entre o grupo porque, também segundo as investigações, Raíssa queria saber se era psicopata e a adolescente apreendida pode ter sugerido que a amiga matasse alguém para descobrir se de fato tinha o transtorno.

Apesar das suspeitas de possíveis transtornos de personalidade, o delegado ressaltou que só um laudo médico pode indicar o que de fato se passa com os investigados.

Investigação;

As investigações apontaram que os quatro suspeitos chamaram a vítima para lanchar dizendo que a buscariam em casa e a levariam de volta após o passeio.

No entanto, a Polícia Civil apurou que o grupo planejou o delito no dia anterior, tendo feito até uma lista de possíveis alvos e escolhendo Ariane por ela ser pequena e, teoricamente, fácil de segurar caso resistisse.

Também segundo as investigações, o objetivo do grupo era matar Ariane para saber se Raíssa Borges era psicopata. Segundo o delegado, a menor é suspeita de ter dado ideia do delito.

Delito;

O delegado Marcos explicou como o grupo se organizou para cometer o delito dentro de um carro:

Jeferson ficou responsável por levar o carro, forrar o porta-malas com sacos de lixo (para levar o corpo até o local onde ele seria deixado) e providenciar as facas;

Eles colocaram uma música sobre delito para tocar durante o passeio e, em um dado momento, o motorista estalou os dedos, o que a Polícia Civil descobriu que era a indicação para Ariane ser morta;

Segundo o delegado, primeiro Enzo enforcou a vítima, depois ela foi golpeada - a suspeita é de que a adolescente deu o primeiro golpe e Raíssa o segundo;

As investigações apontaram que, em seguida, o corpo da vítima foi colocado no porta-malas do carro e deixado em uma mata - Jeferson foi visto caminhando pela região na noite do delito.

Ainda de acordo com as investigações, o grupo saiu para lanchar logo após o delito e depois continuou convivendo normalmente.

Sumiço e desespero;

Mãe de Ariane, a cabeleireira Eliane Laureano recebeu, na noite que a filha saiu com os amigos, uma mensagem de áudio da jovem falando sobre os planos de lanchar e dizendo que voltaria mais tarde.

No entanto, a menina não retornou para casa e, desesperada, a mãe registrou o desaparecimento dela e passou a procurá-la. O corpo de Ariane foi encontrado sete dias depois em mata no Setor Jaó - mesmo bairro em que a vítima disse que iria com os amigos.

“A Ariane saía muito e sempre me mandava vídeos com quem ela estava, inclusive, vídeos com eles. No dia, ela estava pronta para dormir e eles a tiraram de casa. A chamaram para morte”, lembrou a mãe.

Um dos suspeitos do delito enviou uma mensagens para Eliane no dia em que o corpo da filha foi encontrado pela polícia. No texto, ele dizia que amava Ariane e que ela não merecia morrer.

A mãe revelou ainda que a adolescente suspeita de participar do delito também enviou uma mensagem, mas na noite de 15 de setembro - um dia antes de ser apreendida - , pedindo perdão.

Com informações do site: acordacidade