quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Cientistas identificam quais os grupos com maior risco de Covid grave após vacinação


 
Foto: Reprodução

A pandemia do coronavírus continua fazendo vítimas no Brasil. O número de mortos pelo vírus tem sofrido queda nos últimos dias. No entanto, especialistas temem que as novas cepas possam trazer problemas e elevar novamente os casos de Covid-19. A queda na quantidade de mortos é um reflexo da vacinação em massa que avança pelo país.

Sem um medicamento para combater de forma eficiente o vírus da Covid-19, a vacinação é a esperança de que a vida possa voltar ao normal. No entanto, pessoas que foram imunizadas contra a doença e contraíram o vírus preocupam a população. Inclusive, o ator Tarcísio Meira que morreu em virtude da enfermidade recentemente, já havia sido vacinado com as duas doses.

O fenômeno é considerado raro, mas pessoas que foram vacinadas com as duas doses podem acabar desenvolvendo a forma mais grave da doença. O nome dado para essa situação é infecção breaktrough, ou seja, o indivíduo é infectado mesmo estando imunizado contra uma determinada patologia.

Em um artigo cientifico publicado pela revista British Medical Journal, cientistas da Universidade de Oxford conseguiram identificar quais são os grupos considerados com risco maior de internação hospitalar e de óbito após receberam as duas doses do imunizante contra a SARS-CoV-2. Foi analisado dados de mais de 6 milhões de adultos vacinados no Reino Unido.

“Este amplo estudo nacional de mais de 5 milhões de pessoas vacinadas com duas doses em todo o Reino Unido determinou que uma pequena minoria de pessoas permanece em risco de hospitalização e morte pela Covid-19“, explicou em uma nota a imprensa, Aziz Sheikh, que é coautor e professor da Universidade de Edimburgo.

Ao analisar fatores como gênero, etnia, idade e histórico de infecções pela SARS-CoV-2, os especialistas chegaram a conclusão que pessoas imunossuprimidas que haviam se submetidos a um transplante de órgão ou medula óssea tem um risco maior de morrer pelo vírus, ou de precisar de uma internação mesmo imunizados.

O risco também é alto para quem sofre com enfermidades neurológicas e portadores de condições como síndrome de Down. Os cientistas frisaram que as chances de ser contaminado com o vírus mesmo após a segunda dose do imunizante vai depender de fatores como taxa de transmissibilidade e exposição.

Com informações do site: i7news