quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Empresa que vende barcos de luxo é alvo de força-tarefa que investiga sonegação fiscal em SP


 
Foto: Reprodução
Uma força-tarefa cumpre nesta quarta-feira (22) 19 mandados de busca e apreensão em operação contra suspeitos de sonegação fiscal em São Paulo.

O alvo principal é a Falcon Estaleiros do Brasil, conhecida como Intermarine, líder no mercado brasileiro de embarcações de luxo. Endereços residenciais da empresária sócia e CEO da empresa, que em 2016 apareceu na lista dos 30 jovens mais promissores do Brasil da revista Forbes, também estão sendo vistoriados.

Policiais tiveram que escalar a sacada do prédio da empresária para ter acesso ao apartamento na Zona Sul da capital. Também são cumpridos mandados em Barueri, Osasco, Itupeva, Jundiaí e Mairiporã.

Segundo os investigadores, a empresa, um dos maiores estaleiros da América Latina, deve cerca de R$ 50 milhões de ICMS no Estado de São Paulo e outros R$ 490 milhões em tributos federais, conforme análise da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

Os investigadores descobriram que, para escapar do Fisco, a empresa montou um sofisticado esquema de blindagem patrimonial e uma rede de empresas fantasmas, abertas em nome de laranjas.

O objetivo da operação é recolher documentos e informações que ajudem a comprovar as fraudes. Os investigadores também querem entender porque a empresa emitiu notas fiscais subfaturadas e se clientes se beneficiaram disso.

Em nota, a defesa da Falcon Estaleiros do Brasil disse que "a empresa não foi notificada e ainda não tem informações detalhadas do processo que motivou a operação. A empresa é a maior interessada em esclarecer todos os pontos e não medirá esforços para colaborar com as autoridades no que for necessário". O comunicado diz, ainda, que "em breve, [a empresa] irá comprovar, perante a justiça, a lisura da atuação da Falcon e de seus sócios".

A operação apura três crimes: sonegação fiscal, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Batizada de Cavalo-Marinho, a ação é a primeira operação do CIRA, o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, que reúne MPSP, Fazenda Estadual e Procuradoria Geral do Estado de SP.

Com informações do site: G1