quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Pai é preso por não autorizar tratamento de mudança de gênero de sua filha


 
Foto: Reprodução

Robert Hoogland é um homem canadense que tem uma filha de 16 anos, que se identifica com o gênero oposto, sendo transgênero. Mas, apesar de todas as tentativas da filha de convencer seu pai sobre sua condição, Robert não aceita e tenta de todas as maneiras mudar a opinião da adolescente. Isso, no entanto, acabou o levando para a prisão.

Pai se recusa a aceitar a mudança de gênero da filha
Informações compartilhadas pelo portal de notícias R7 dizem que o canadense foi preso após se recusar a autorizar um tratamento a base de hormônios para o início da mudança de sexo da jovem. O juiz autorizou e, desde 2019, a filha de Hoogland realiza o tratamento sem o seu consentimento.

O caso da família foi levado até a Suprema Corte do país, onde o juiz determinou que a adolescente, na época com 14 anos, poderia fazer o tratamento sem a autorização de seu pai. O juiz ainda salientou a decisão, dizendo que se o pai interferisse de alguma maneira na decisão da filha, seria preso. Isso acabou acontecendo neste ano.

Robert, em entrevista à imprensa, falou que sua filha é uma jovem perfeitamente saudável e ele a está vendo ser destruída, sem poder fazer nada para impedir. Ele ainda ressaltou que o fato de ela estar tomando hormônios masculinos não mudará seu DNA para se tornar um menino de fato. Essa atitude só estaria colocando sua vida em risco, com possibilidade de contrair um câncer ou problemas no coração.

Ele apresentou vários argumentos para tentar impedir a filha de fazer a mudança de gênero, inclusive, apontou o caso de Keira Bell, que foi uma jovem que mudou para o gênero masculino aos 16 anos, se arrependeu e luta na justiça. Robert também apontou evidências científicas de que essa categoria de transição pode causar danos irreversíveis na pessoa, mas nenhum de seus argumentos convenceu o juiz.

Além de recusar a autorização do tratamento hormonal, outro fator que levou à prisão do pai em março foi o fato de ele ter se referido à filha como “ela”. Como a menina é transgênero, o tribunal afirmou que Hoogland não pode se referir a ela usando pronomes femininos.

Com informações do site: 1News