quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Após 3 meses, Queiroga escolhe pediatra para chefiar programa de imunização


 
Foto: Reprodução
Após três meses de espera, o Ministério da Saúde definiu quem será o novo coordenador do PNI (Programa Nacional de Imunizações). O escolhido é o pediatra Ricardo Queiroz Gurgel, professor da UFS (Universidade Federal de Sergipe). A nomeação de Gurgel foi publicada hoje no Diário Oficial da União. 

Responsável por organizar e implementar as ações de vacinação no país, o PNI está sem chefia desde o dia 7 de julho, apesar da pandemia. Após a saída da titular anterior, Francieli Fantinato, o cargo foi ocupado interinamente por uma assessora técnica do setor.

Fantinato, que falou à CPI da Covid um dia depois de pedir exoneração, afirmou aos senadores que a campanha de vacinação contra a covid sofreu com falta de doses e ausência de uma campanha publicitária efetiva. Fantinato contou que deixou a chefia do PNI, que ocupava desde 2019, devido à politização em torno das vacinas.

Formado em medicina pela UFS em 1981, Gurgel é mestre e doutor em saúde da criança e do adolescente pela USP (Universidade de São Paulo). Segundo seu currículo lattes, ele coordena um estudo clínico do Instituto Butantan que avalia a aplicação da vacina tetravalente contra a dengue. 

Crise na cobertura vacinal Ao UOL Gurgel disse ter sido convidado por servidores do ministério, há cerca de três semanas, para assumir o cargo. O principal desafio à frente do PNI, segundo ele, será reverter a queda na cobertura vacinal no país, que caiu ao nível dos anos 1980 durante a pandemia.

"Funcionários do ministério me procuraram dizendo que queriam alguém ligado à academia, com experiência em pesquisas com vacinas e com formação decididamente vinculada à defesa do PNI", disse Gurgel.

"Eu, como pediatra e pesquisador, me senti apto a desenvolver o trabalho técnico que me foi proposto. Com a finalidade principal de resgatar as coberturas do calendário de vacinação de crianças e de adultos"

A parcela da população imunizada contra infecções como tuberculose e sarampo, que vem em queda desde 2015, caiu em ritmo ainda mais acelerado a partir de 2019. A poliomielite, por exemplo, viu a cobertura cair de 98%, em 2015, para 76% no ano passado.

Com informações do site: UOL