sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Câncer de tireoide: Dr. Rafael De Cicco tira dúvidas sobre o diagnóstico e tratamento da doença


 
Foto: Reprodução
Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2020/2022, estima-se um número de 13.780 novos casos de câncer de tireoide no Brasil. Ao desmembrar tais números entre o sexo masculino e feminino, isso equivaleria a 1.830 casos em homens e 11.950 em mulheres. 

O câncer de tireoide é um tipo de tumor que cresce cada vez mais entre as pessoas do sexo feminino. Hoje está na 5ª posição de neoplasias mais frequentes entre as mulheres, podendo chegar ao posto de 3º lugar até 2025.

Apesar dos números crescentes, o tipo mais comum, que é o carcinoma papilifero, resume-se num tumor de crescimento lento e que age num comportamento menos agressivo. Sendo assim, a mortalidade para o câncer de tireoide não resultou em aumento significativo.

‘Quando detectado a tempo, o câncer de tireoide, tendo um acompanhamento correto e o tratamento adequado, tende a resultar na cura’, explica o Dr. Rafael De Cicco, médico oncologista e cirurgião de cabeça e pescoço.

Contudo, a doença pode não apresentar sinais e sintomas perceptíveis no início, dificultando o diagnóstico precoce, sendo importante as consultas de rotina e exames periódicos, especialmente em casos de histórico familiar, acrescenta o médico.

‘A baixa agressividade do tumor faz com que a terapia principal do mesmo seja a remoção através de cirurgia. E nem sempre a retirada de toda a glândula da tireoide, procedimento conhecido como tireoidectomia total, surge como única e exclusiva necessidade no tratamento’, esclarece Dr. Rafael. O médico ainda destaca que existem hoje diversas formas de procedimentos cirúrgicos diferentes, como a cirurgia robótica e endoscópica da tireóide.

Quando o assunto são os tratamentos complementares, esses geralmente se restringem a pacientes acometidos por tumores mais agressivos na glândula, normalmente com tamanhos maiores. Nesses casos há o procedimento de tireoidectomia e a iodoterapia, feita com o iodo radioativo, atuando inclusive em metástases.

As tradicionais quimioterapia e radioterapia geralmente não são recomendadas como tratamento para este tipo de câncer. ‘Dado o nosso conhecimento acerca desta doença, que mostra comportamento menos agressivo, devemos também ser menos agressivos, com objetivo de curar, ao mesmo tempo reduzindo os danos aos pacientes, sejam eles funcionais ou estéticos,’ finaliza o Dr. Rafael De Cicco.


Dr. Rafael De Cicco – Formação e experiência:

CRM-SP 112.733 – RQE 46.606

Doutor em Oncologia – AC Camargo Câncer Center;

Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço;

Pós-graduação em Cirurgia Robótica e Endoscópica de Pescoço – Hospital Israelita Albert Einstein;

Chefe do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Instituto de Câncer Doutor Arnaldo.

Com informações do site: 1News