quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Entenda como seus investimentos podem refletir quem você é

Foto: Reprodução
O dinheiro é uma forma de expressão. Cada vez que uma pessoa investe, está influenciando diretamente a economia, financiando inovação e gerando impactos na natureza e na comunidade. Recentemente, mais e mais investidores vêm descobrindo uma forma de expressão através dos investimentos sustentáveis.

“Mais e mais pessoas querem se expressar com seu dinheiro, na forma como investem, e essa é uma das principais razões pelas quais o ESG se tornou mainstream”, explica Sylvia Coutinho, head WM Latin America e presidente do Grupo UBS no Brasil. Esse movimento, segundo ela, é liderado por mulheres e millennials, mas já influenciou diferentes gerações globalmente. Além disso, se intensificou diante da crise desencadeada pela pandemia.

“Sem dúvida nenhuma, a covid-19 produziu uma disrupção nas cadeias de suprimentos e na forma como as pessoas consomem, expondo assim a fragilidade de sistemas baseados apenas em inventários”, diz Sylvia.

A executiva lembra que a crise aumentou a pobreza e as desigualdades sociais e levou as pessoas a rever suas rotinas e a considerar quanto a humanidade é vulnerável e dependente de outras pessoas, tanto quanto da saúde do planeta.

Outra fonte de pressão vem do Acordo de Paris e do compromisso com a transição para a descarbonização. “Os investidores estão olhando para essas tendências e oportunidades, e a forma como vão decidir onde investir certamente vai acelerar essa transição. De fato, estratégias de ESG têm se saído melhor do que as tradicionais, inclusive no Brasil”, diz ela.

Acostumado a ajudar seus clientes a entender como gerenciar o potencial de seu patrimônio, o UBS tem grandes diferenciais a seu favor: seis décadas de experiência em ações de sustentabilidade e uma estratégia de investimentos que considera o tema em todos os portfólios dos clientes.

Um esforço que se traduz em 141 bilhões de dólares em investimentos focados em impacto e sustentabilidade, um crescimento de 154% em relação a 2019, no uso de 100% de eletricidade de fontes renováveis e em 3,7 milhões de crianças ajudadas pelo UBS Optimus Foundation no ano passado, segundo dados do próprio UBS.

Mas, afinal, como montar uma carteira com impacto positivo? O primeiro passo, segundo a expertise da instituição, é entender o conceito por trás dos investimentos sustentáveis. A prática, que segundo o UBS é adotada por apenas 39% dos investidores globais (mais da metade deles com idades entre 18 e 34 anos e patrimônio acima de 50 milhões de dólares em ativos), consiste em levar em conta valores pessoais e institucionais e o impacto à sociedade na hora da tomada de decisão.

Cenário de transição
E para quem pensa que é complicado montar uma carteira com princípios sem comprometer a performance, o UBS dá três dicas para quem quer começar essa jornada. Primeiro, exclua empresas com valores divergentes dos seus; depois inclua aquelas que coincidam com os seus valores e, por fim, selecione investimentos que visem um impacto relevante.

Outra dúvida comum é: quanto investir para fazer o bem? De acordo com o UBS, aqueles que investem segundo seus valores dedicam, em média, mais de um terço de sua carteira a investimentos sustentáveis. Tudo indica que o cenário vá mudar para melhor diante de tantas opções disponíveis atualmente e da crença dos investidores de que os investimentos sustentáveis serão predominantes no futuro próximo.

Mas o que os investidores precisam saber para aproveitar as melhores oportunidades no mercado de sustentabilidade, ao mesmo tempo que formam um portfólio que tenha impacto real nas pautas ESG? Para Sylvia, o novo cenário reposicionou uma série de setores e gerou “grandes vencedores e grandes perdedores”

Retorno positivo
Diante disso, na hora de avaliar possibilidades e riscos, é estratégico contar com o suporte de especialistas como o UBS, que lidera ações de sustentabilidade desde a década de 1950 (saiba mais na linha do tempo abaixo).

Andrew Lee, head de Sustainable & Impact Investing no UBS GWM Chief Investment Office, explica que, desta forma, o UBS espera que estratégias de desenvolvimento sustentável gerem performances comparáveis aos investimentos ditos tradicionais. “Existem evidências acadêmicas que indicam que companhias que demonstram liderança em temas relevantes e materiais de ESG apresentam um desempenho financeiro superior às que não o fazem”, destaca.

A empresa, portanto, emprega uma abordagem em 360 graus, na mesma medida em que entrega produtos e soluções inovadoras e as compartilha com sua rede global de parceiros. Assim, gera valor para diferentes setores da sociedade, que se veem positivamente impactados pelos investimentos em ações nas frentes tanto ambiental quando social e de governança.

O foco prioritário, avalia Lee, tende a permanecer na primeira letra da sigla ESG: ou seja, fundos atrelados a fatores ambientais – e que já dominavam esse mercado antes mesmo da crise –, saem dela, na visão do especialista, ainda mais fortalecidos. “Enquanto muitos investidores optam por portfólios apoiados em meio ambiente, outros podem optar por fazer uma transição gradual. Nos dois casos, recomendamos diversificar as escolhas.”

Suporte aos clientes
No setor financeiro, os gestores de patrimônio exercem um papel crucial no desenrolar de investimentos sustentáveis, disponibilizando experiência, aconselhamento personalizado e soluções sob medida.

Em setembro de 2020, o UBS foi a primeira grande instituição financeira global a fazer dos investimentos sustentáveis a solução preferida para seus clientes de patrimônio elevado. Como um dos maiores gestores de patrimônio do mundo, o UBS está bem posicionado para atender às demandas dos clientes e, assim, cumprir seu propósito: reimaginar o poder dos investimentos, conectando pessoas em direção de um mundo melhor.

“Apoiamos nossos clientes na busca por aquilo que mais importa para eles”, descreve Andrew. Como? “Ajudamos clientes que querem investir para provocar mudanças positivas e mensuráveis, disponibilizando fundos em uma série de áreas, incluindo saúde e oncologia, clima, desigualdade social e diversidade e inclusão”, afirma Lee.


Com informações do site: exame.com