domingo, 3 de outubro de 2021

Júri de acusada de assassinar grávida em Canelinha é transferido para 24 de novembro


 
Foto: Reprodução

O júri popular da mulher acusada de matar uma mulher grávida em Canelinha, na Grande Florianópolis, foi transferido para 24 novembro. A mudança na data ocorreu após os advogados da ré pedirem o desaforamento do local de julgamento. Na prática, a solicitação pede que a audiência não ocorra em Tijucas, cidade vizinha onde o crime ocorreu em 27 de agosto de 2020.

Inicialmente, o julgamento da acusada foi marcado para o dia 20 de outubro. Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), como o pedido ainda precisa ser analisado pelo juiz, a data da sessão foi alterada.

De acordo com os advogados da acusada, o pedido de mudança da cidade é por uma suposta imparcialidade dos jurados na sentença, que devem ser moradores da região. Além disso, a defesa disse que quer garantir a segurança da ré, já que o caso ocorreu em um município com poucos habitantes e teve grande repercussão.

Não há prazo para a decisão da TJSC. Até o julgamento, a mulher ficará presa na Penitenciária Feminina de Florianópolis.

Seis crimes
Segundo o TJSC, a ré responderá por feminicídio qualificado por motivo torpe, com emprego de meio cruel, mediante dissimulação e para encobrir outro crime.

Ela também deve responder por tentativa de homicídio qualificado pela impossibilidade de defesa (em relação ao bebê), ocultação de cadáver, parto suposto, subtração de incapaz e fraude processual.

Júri popular
Dezesseis testemunhas de acusação e duas testemunhas de defesa serão ouvidas nessa ordem na sessão. Após, o tribunal ouve a ré. As partes podem falar durante 1h30 cada. Se o MPSC decidir, poderá haver réplica de uma hora e, também, tréplica à defesa, com uma hora de duração.

Depois, os jurados votam em uma sala secreta. Com a decisão, o juiz profere a sentença.

Entenda o caso
O crime ocorreu em 27 de agosto de 2020 em Canelinha em uma cerâmica desativada. De acordo com a denúncia, a acusada atingiu a vítima com um tijolo na cabeça, cortou o ventre dela e roubou a bebê. Ferida, a recém-nascida foi levada a um hospital pela assassina e pelo marido. A menina se recuperou e agora é cuidada pelo pai.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelo g1 SC pois há risco que se chegue, assim, ao nome da recém-nascida, que tem o direito à preservação de sua identificação garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Com informações do site: G1 Globo