quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Mineira vira ré por tráfico internacional de drogas após ser presa com cocaína em mala


 
Foto: Reprodução
A influenciadora mineira Laís Crisóstomo Aguiar tornou-se ré por tráfico internacional de drogas. Estudante de direito, ela foi detida em 5 de agosto com quase meio quilo de cocaína dentro de frascos de suplementos alimentares. Policiais federais encontraram uma mala com a droga escondida. A bagagem estava com um homem que acompanhava Laís de Guarulhos (SP) para Dubai, nos Emirados Árabes. Peterson de Sousa Fernandes também tornou-se réu no processo.

De acordo com a Polícia Federal, após encontrarem a droga, os agentes localizaram os passageiros e os conduziram à sede policial para que acompanhassem a revista e perícia em seus pertences. O peso total das cápsulas apreendidas somou 461 gramas e os dois receberam voz de prisão.

O juiz Rogério Volpatti Polezze, da 1ª Vara Federal de Guarulhos, decidiu que as provas apresentadas pelo MPF (Ministério Público Federal) têm indicativos de autoria e tornou Laís e Peterson réus. Antes, a defesa da blogueira pediu e teve negada a “inadmissibilidade e consequente anulação do processo”.

“Do exame das provas e das alegações das partes até aqui trazidas, verifico que não é possível falar-se em manifesta existência de causa justificativa ou exculpante a beneficiar o réu, tampouco que os fatos descritos na denúncia não constituem crime”, justificou magistrado.

Ostentação no Instagram
Laís Crisóstomo acumulava mais de 400 mil seguidores no Instagram. No entanto, a conta dela saiu do ar depois de ser detida. Ela mostrava uma vida de luxo, com direito a várias viagens internacionais, passeios de helicóptero e de carros caros. A influenciadora é natural de Montes Claros, no Norte de Minas, e segue presa em São Paulo.

Habeas corpus negado
Antes de tornar-se ré, o advogado de Laís Crisóstomo entrou com pedido de medida liminar de habeas corpus que determinasse a soltura da influenciadora. No pedido, foi argumentado que Laís é ré primária, “com residência fixa e emprego lícito, ressaltando que não há indícios suficientes de autoria, em razão de outro acusado ter confessado que os entorpecentes lhe pertenciam”.

Para o desembargador Valdeci dos Santos, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, a versão de que a influenciadora não sabia que a droga estava na mala não se sustenta, já que objetos pessoais dela também estavam na bagagem.

“Ademais, a confissão do Peterson de Souza Fontes de que os entorpecentes encontrados lhe pertenciam, não se mostra suficiente para afastar os indícios de autoria delitiva da paciente que foram comprovados nos autos de prisão em flagrante”, defendeu o desembargador, que negou o pedido e manteve Laís presa preventivamente.

Com informações do site: bhaz