quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Mulher trans é condenada à prisão por ‘imitar o sexo oposto’ e é mandada para cadeia masculina


 
Foto: Reprodução
Embora nos últimos anos a sociedade tenha aceitado de forma muito natural membros da comunidade LGBT+, a verdade é que em alguns países ainda é crime que alguém se de um declare com um gênero distinto ao que nasceu.

No Kwait, há legislação específica para punir aqueles que se passam por alguém do sexo oposto, como gays, lésbicas e trans. Maha Al-Mutairi é uma mulher trans de 40 anos que foi presa e condenada a dois anos de prisão por “imitar o sexo oposto”.

O caso ganhou repercussão na imprensa internacional, após ser denunciado pela organização Human Rights Watch, a fim de pressionar o governo kuwaitiano a revogar sua prisão.

Além da condenação, Maha terá de cumprir a pena em uma prisão masculina, porém em uma ala separada e, segundo Rasha Younes, representante do observatório dos direitos humanos, um local destinado apenas a presos que se assumem como trans.

De acordo com a denúncia, o país fere os direitos das pessoas que não se identificam como hétero e os persegue. Além da prisão, Maha terá de pagar uma multa de quase R$ 20 mil. Esta seria a sexta vez que Maha recebe uma punição por não esconder sua transexualidade.

No começo de outubro, o estado de Arabian Gulf cobrou a multa de Maha sob a justificativa que ela estava fazendo mau uso da comunicação telefônica ao imitar uma mulher.

A mulher chegou a declarar que fugiu após a condenação, mas foi localizada em um hotel e levada para a prisão. Antes da sentença, ela chegou a ser impedida de viajar, devido aos processos que estavam em andamento.

Segundo o advogado de Maha, Ibtissam al-Enezi, o governo usou postagens da própria condenada contra ela. Nas postagens ela aparece usando maquiagem e em alguns momentos falando de avanços da comunidade LGBT+, bem como tecendo críticas ao governo.

Ela foi presa em 2019 pelo mesmo motivo e em 2020, divulgou nas redes sociais ter sido agredida física e sexualmente pelas autoridades policiais.

Com informações do site: i7News