quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Caso MC Kevin: advogado pede exame toxicológico de modelo que estava em quarto com cantor


 
Foto: Reprodução
O advogado de defesa da modelo fitness Bianca Dominguez, Danilo Garcia de Andrade, afirmou que ela irá passar por um exame toxicológico para saber se foi drogada no dia em que MC Kevin caiu da sacada de um hotel na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Na tarde desta quarta-feira, Bianca prestou um novo depoimento à 16ª DP (Barra da Tijuca) para oficializar uma nova versão do que aconteceu antes da morte do cantor.

Segundo o advogado, a modelo tem lapsos de memória do que aconteceu naquele dia. "Eu pedi à Bianca que fizesse um exame toxicológico do cabelo para ver se eventualmente, naquela bebida, o champanhe que foi até o quarto, se foi colocada alguma droga porque isso afetou um pouco a memória dela. Ela só lembra de ter de ter feito o uso de maconha e bebida alcoólica. Agora, se por acaso colocaram outra substância na bebida dela, muda até a natureza do que ela estava exercendo ali", pontuou.

Bianca foi convocada para um novo depoimento após um pedido do promotor Marcos Kac, da 1ª Promotoria de Investigação Penal Territorial da Zona Sul e Barra da Tijuca. Nos primeiros depoimentos prestados à Polícia Civil, a modelo fitness deu diferentes versões do que teria acontecido antes da morte do MC Kevin. Na primeira versão, Bianca afirmou que mantinha relações sexuais com o cantor na varanda do hotel. Já no segundo, em agosto, ela defendeu que MC VK e MC Kevin estariam discutindo e que o funekrio chegou a pedir socorro ao amigo, que o ignorou.

"Sempre permaneci em silêncio, em respeito à família, ao Kevin e agora acho que tudo vai ser esclarecido. Minha afirmação sempre foi a mesma acho que todos deveriam respeitar o momento. Eu não quis expor ninguém e decidi falar na hora certa e no momento certo", afirmou a modelo após cerca de quatro horas de depoimento.

Antes de depoimento prestado ao delegado da 16ª DP, Leandro Gontijo, o advogado esclareceu que as versões foram complementares entre si. "Naquele momento a minha cliente estava sob efeito de álcool e entorpecentes que haviam sido dado para ela. Devido ao choque, é natural que a memória seja congelada. Depois, com mais reflexão, ela foi se recordando de mais elementos e como dever cívico ela trouxe esses elemento à polícia", disse.

Com informações do site: O DIA