quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Condenado pela morte de Eliza Samudio, Bola volta a ser preso


 
Foto: Reprodução
Condenado por envolvimento na morte da modelo Eliza Samudio, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, voltou a ser preso em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (24).

Santos cumpria a pena pelo crime em regime domiciliar desde março de 2020, em razão da pandemia de Covid-19. Agora, a Justiça determinou que ele volte ao sistema prisional para continuar detido no semiaberto.

A decisão é do juiz Marcelo Augusto Lucas Pereira. O magistrado alegou que o cenário epidemiológico no país é melhor do que o registrado no ano passado, principalmente devido ao avanço da vacinação, que já chegou à população carcerária.

"Não consta que tenha saúde fragilizada, ou que seja componente de grupo de risco da covid-19, além de não registrar nenhum histórico de crise de saúde, durante o seu tempo de reclusão", justificou o juiz sobre o perfil de Santos, que hoje tem 58 anos.

No despacho, o juiz também relata que o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) pediu a revogação do benefício após o réu deixar a tornozeleira eletrônica descarregar totalmente e desobedecer a área de circulação permitida a ele.

Nathan Henrique Nunes, advogado que defende Bola, disse ao R7 que vai entrar com recurso para que o cliente possa seguir em regime domiciliar. "Ele cumpre a pena de maneira exemplar desde que foi preso. Ele estuda e trabalha."

"A previsão para alcance da progressão de regime é apenas para o ano de 2024", observou o juiz Marcelo Augusto Lucas Pereira na decisão.

Santos foi levado para a Casa de Custódia da Polícia Civil. Ele terá direito a sair para trabalhar. O ex-policial é condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno, em 2010. Em 2019, ele foi condenado por outro homicídio.

Relembre os fatos ligados ao caso Eliza Samudio:

“Qual de vocês aí, que é casado, que nunca brigou com a mulher? Nunca discutiu, nunca até saiu na mão com uma mulher né, cara?”

A frase, dita pelo goleiro Bruno Fernandes em março de 2010 se referia a um relacionamento antigo de Adriano Imperador com uma namorada, mas alertava para um crime que ocorreria três meses depois, em um 10 de junho, como esta quarta-feira, há exatos dez anos. O ex-jogador do Flamengo foi condenado por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado no episódio que terminou na morte de Eliza Samudio.

Relembre a ordem dos fatos a seguir

Com informações do site: R7