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quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Gêmeos nascem empelicados e em bolsas separadas em caso raro no Rio


 
Foto: Reprodução
Após nove meses esperando e se preparando para a chegada dos filhos gêmeos, Beatriz Santos foi surpreendida na hora do parto: os bebês Théo e Gael nasceram empelicados. Esse tipo de parto ocorre quando o bebê nasce dentro da bolsa amniótica, ou seja, ela não se rompe antes do nascimento. Ela teve ainda uma outra surpresa, os irmãos nasceram em bolsas amnióticas separadas e intactas.
 
Os irmãos vieram ao mundo no último dia do mês de outubro em um hospital em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio. Beatriz, que já é mãe de Davi Lucas, de 8 anos, conta que os gêmeos foram um ‘susto’.

“Há 2 anos fiz uma abdominoplastia [cirurgia plástica no abdômen] , e há 8 meses que fiz redução dos seios, então não imaginava engravidar. Mas quando descobri a gestação, parece que senti que seriam gêmeos. Eu não imaginava que nasceriam dentro da bolsa, foi muito emocionante”, conta.

O parto foi uma cesariana e agendado. Quem nasceu primeiro foi Gael, às 13h32 e com 2,35 kg e dois minutos depois chegou o Théo com 2,63 kg.
 
O nascimento dos irmãos foi registrado por Juliana Pereira, que trabalha com fotografia de partos desde 2019. Ela diz que todos ficaram empolgados com o momento e que estava muito concentrada para conseguir registrar o melhor clique.

“Já tinha fotografado um parto empelicado no ano passado. Mas foi bem diferente dessa vez, por serem os dois bebês. Fiquei super feliz! Fotografar partos é sempre emocionante. Mas nesse caso, por ser uma situação rara, em um parto gemelar, foi ainda mais especial”, revela Juliana.

VEJA VIDEO E FOTOS do parto direto do G1

Parto empelicado

O ginecologista, obstetra e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro, Dr. Gabriel Monteiro, conta que o parto empelicado é um fenômeno bonito e muito raro na obstetrícia.

Ele explica que o bebê no útero é envolvido pela bolsa amniótica, que é formada por uma película fina, porém resistentes. Nas gestações gemelares pode haver uma ou duas bolsas – no caso da foto, há duas bolsas. Cerca de 10% das mulheres têm a ruptura repentina de bolsa – como nas cenas de filmes e novelas, em que a bolsa estoura e a futura mamãe corre para a maternidade.

“No entanto, na maioria dos casos, a bolsa se rompe durante o trabalho de parto. Em casos raríssimos, estima-se que ocorre 1 a cada 80 mil, ocorre o parto empelicado, em que a membrana não se rompe e o bebê nasce envolto da membrana que o manteve imerso em líquido amniótico durante toda a gestação. É bonito pois podemos ver o bebê após o nascimento como ele fica dentro da barriga da mamãe. Tal parto não oferece riscos para mãe ou para o recém-nascido”, conclui.

Tanto a mãe quanto os gêmeos estão bem e em casa.

Com informações do site: G1