quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Idosa ‘possuída por demônio’ gasta R$ 19 milhões durante sete anos com vidente


 
Foto: Reprodução

A idosa Vera Pratt pagou 3,5 milhões de doláres (equivalente a mais R$ 19 mil) para uma vidente durante sete anos por acreditar que estava possuída por um demônio. O caso aconteceu na Flórida e foi divulgado nesta semana em um artigo do Boston Globe.

Idosa ‘possuída por demônio’ gasta R$ 19 milhões durante sete anos (Foto: Reprodução)

A vidente conhecida como Angela Johnson conseguiu manter a idosa sob total controle, afastou-a de sua família e de amigos, assumiu os cartões de crédito, alegando que Vera precisava exorcizar o demônio de seu corpo. Segundo o artigo, a idosa acreditava que era um pouco bruxa e que as coisas que acontecia com ela depois de completar 70 anos era culpa do diabo. Ela pensava que estava possuída e que o demônio estava na sua clavícula direita.

Foi então que Vera encontrou um anúncio de uma mulher da Flórida que se anunciava como Psychic Angela, ou seja, a Vidente Angela Johnson. Agenla afirmava pertencer aos ciganos norte-americanos e vendia serviços de leitura de cartas, limpeza espiritual, cura e meditação. Em 2006, a idosa teve a primeira conversa com a vidente que conveceu Vera de que o “tratamento” duraria longos anos. A idosa era instruída por telefone para colocar cristais e incenso em casa para conter a energia negativa, rezar e meditar.

De acordo com o artigo, a família da idosa começou a se preocupar com a relação dela e da vidente, especialmente depois que Vera pediu dinheiro ao irmão. A vidente conseguiu convencer a cliente de que a família e os amigos eram más influências para sua aura até que, uma das afilhadas de Vera levou o caso à polícia.

Durante investigação, a defesa de Angela alegou, entre outras coisas, liberdade religiosa. O FBI conseguiu iniciar uma investigação fiscal contra a vidente que declarava 4.000 dólares por ano. Na verdade, em muitos meses Vera Pratt enviava-lhe até 50.000. Em 2018, a vidente foi condenada por um tribunal da Flórida a devolver 3.567.300 à vítima e outros 800.000 ao fisco, e a 26 meses de prisão.  Vera morreu um mês depois da condenação.

Com informações do site:  observatoriomanaus