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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

IML identifica nove mortos depois de confrontos em São Gonçalo (RJ)


 
Foto: Reprodução
O Instituto Médico Legal (IML) do bairro de Tribobó, em São Gonçalo, concluiu a identificação de nove mortos nos confrontos entre a polícia e criminosos no fim de semana, no Conjunto de Favelas do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro.

De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, foram mortos Carlos Eduardo Curado de Almeida, Ítalo George Barbosa de Souza Gouvêa Rossi, Élio da Silva Araújo, Rafael Menezes Alves, David Wilson Oliveira Antunes, Kauã Brenner Gonçalves Miranda, Jhonata Klando Pacheco e Douglas Vinícius Medeiros de Souza.

Os corpos foram localizados segunda (22), em uma área de mangue, por moradores da comunidade, que os tiraram de lá, os levaram para uma rua junto às casas e os cobriram por panos. Além dos oito encontrados no manguezal, o IML identificou Igor da Costa Coutinho. Baleado, o homem que foi socorrido, mas morreu, é apontado como um dos participantes do confronto de sábado (20), que resultou na morte do sargento lotado no 7º Batalhão da Polícia Militar (BPM) (São Gonçalo), Leandro Rumbelsperger da Silva, de 38 anos. Conforme a secretaria, cinco dos nove mortos tinham antecedentes ou anotações criminais.
Os confrontos no Conjunto de Favelas do Salgueiro começaram na madrugada de sábado (20), quando o sargento foi baleado durante um patrulhamento em Itaúna, dentro do conjunto. O policial militar chegou a ser levado para o Hospital Estadual Alberto Torres, também em São Gonçalo, mas não resistiu ao ferimento.

Investigação - A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), que investiga as mortes no Conjunto de Favelas do Salgueiro, enviou um ofício à Polícia Militar pedindo os nomes dos agentes que participaram da ação. Além disso, solicitou a apreensão das armas usadas na operação para exames periciais. As investigações estão sendo conduzidas pelo titular da DHNSGI, Bruno Cleuder, que abriu inquérito.
Depoimentos

No andamento das apurações, os agentes da DNSHI estão ouvindo depoimentos de testemunhas e pessoas das famílias dos mortos. Os investigadores querem ouvir novas testemunhas que ajudem a esclarecer todos os fatos ocorridos na comunidade.

A Corregedoria da PM e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) verificam se houve excesso dos policiais do Bope. O comando da PM instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar todas as circunstâncias da ação e, segundo a assessoria da corporação, “colabora inteiramente com as investigações”. O MP, por meio da 7ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Niterói e São Gonçalo, instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar o caso.

Com informações do site: BARRIGA NOTÍCIAS