sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Jovem negro acusa PMs de racismo durante abordagem policial


 
Foto: Reprodução
O influenciador digital Júlio de Sá acusa PMs da Operação Segurança Presente de racismo durante uma abordagem policial, nesta quarta-feira, no Centro do Rio. Segundo ele, os policiais se aproximaram e pediram que ele se identificasse após deixar uma loja de roupas, na Rua da Quitanda. Os agentes ainda teriam perguntado o que ele trazia na cintura.

Revoltado diante das perguntas, que julgou terem sido feitas devido à cor da sua pele, Júlio de Sá, que é negro, começou a gravar uma live em seu perfil do Instagram (@carioquicenegra), que tem mais de 170 mil seguidores.

Em postagens na rede social, Júlio disse que, para justificar a abordagem, os policiais disseram que ele havia entrado e saído da loja de forma muito rápida, e que haviam visto um volume na sua cintura.

"Depois ele falou que o volume poderia ter sido causado pelo vento, que bateu na minha camisa", diz Júlio, que reclamou não haver motivo para a abordagem a não ser a cor da sua pele:

"O que tem eu entrar e sair rápido da loja sem comprar nada. Você nunca entrou em uma loja e não comprou nada?", pergunta Júlio a um dos policiais.

O caso foi parar na 5ª DP (Centro), onde nada foi constatado contra Júlio de Sá, que foi liberado.

Segundo a assessoria do programa Segurança Presente, os agentes suspeitaram de Júlio, que, segundo eles, demonstrou insatisfação com a aproximação policial e pareceu querer se desvencilhar dos agentes entrando em uma loja.

"Os policiais se aproximaram do rapaz e pediram que ele se identificasse, mas ele se recusou e foi conduzido à delegacia, conforme procedimento padrão. Na DP ele foi identificado, nada foi constatado e foi liberado em seguida", diz trecho da nota da Operação Segurança Presente, acrescentando que as abordagens do agentes não são pautadas por cor da pele, orientação sexual, religiosa, de gênero ou qualquer fator pessoal, mas a partir de denúncias ou comportamentos que podem representar algum risco à coletividade.

Com informações do site: O DIA