quinta-feira, 25 de novembro de 2021

POLÍCIA‘Vida fácil’: Bando que fraudou quase R$ 10 mi de auxílio é preso em operação da PF


 
Foto: Reprodução
Integrantes de um bando acusado de fraudar ao menos R$ 10 milhões em pagamentos do Auxílio Emergencial do governo federal foram presos nesta quarta-feira (24/11), durante as Operações Vida Fácil I e II, deflagradas pela Polícia Federal (PF).
 
Expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal de Araçatuba, em São Paulo, 17 mandados de prisão preventiva e 54 de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades paulistanas de Araçatuba, Bauru, Marília, Birigui, São José do Rio Preto, em Anápolis (GO) e Maringá (PR).

As investigações tiveram início no começo deste ano, após alerta da Unidade de Repressão às Fraudes ao Auxílio Emergencial da PF, em Brasília. Cruzamento de dados apontou vários suspeitos em diversos auxílios emergenciais fraudados.

Desse modo, foi confirmado que duas organizações criminosas especializadas na prática de furto, mediante fraude, do benefício assistencial, com base na cidade de Birigui (SP), agiam não só na região de Araçatuba, mas também em outros estados.

Segundo a PF, os líderes dos grupos criminosos ostentavam alto padrão de vida, adquirindo veículos de luxo e imóveis. A pedido da corporação, a Justiça Federal decretou, além das buscas e prisões, o bloqueio de bens e valores dos investigados, objetivando garantir a restituição dos valores desviados para os cofres públicos.

Os presos serão indiciados pelos crimes de furto mediante fraude praticado por meio de dispositivo eletrônico ou informático e associação criminosa. Caso sejam condenados, eles estarão sujeitos à pena máxima de até 16 anos de reclusão.

Todas as apreensões serão encaminhadas para a sede da PF em Araçatuba, assim como os presos, que após serem ouvidos pela autoridade policial, serão encaminhados para unidades prisionais da região, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.
 
Os nomes das Operações Vida Fácil I e Vida Facil II fazem alusão ao comportamento dos investigados que, sem apresentarem vínculos de trabalho lícito e por meio de fraudes e desvios de benefícios assistenciais, objetivavam desfrutar de uma vida fácil, com aquisição de bens de alto valor agregado.

Com informações do site: POLÍCIA FEDERAL