quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Serial killer da Favela Alba preso em 2015 será interrogado, após Sabesp encontrar ossada concretada em muro reformado por ele


 
Foto: Reprodução
O pintor e pedreiro Jorge Luiz Morais de Oliveira, que ficou conhecido como "Monstro da Favela Alba" e que está preso desde 2015 por matar ao menos seis pessoas na comunidade, será interrogado depois que funcionários da Sabesp encontraram na manhã de quarta-feira (17) uma ossada concretada em um muro erguido por ele antes da prisão.

Por volta das 12h30 desta quarta, a equipe da Companhia de Saneamento Básico realizava uma obra na Rua Celina Barros Silveira, no bairro do Jabaquara, Zona Sul da cidade de São Paulo, quando localizou uma ossada e acionou a Polícia Militar. Viaturas da 1ª Cia do 3º Batalhão da PM e o Corpo de Bombeiros foram ao local.

Mais tarde, o delegado titular do 35º Distrito Policial do Jabaquara detalhou à reportagem que foram encontradas uma mandíbula e outros ossos humanos concretados no muro de uma residência. Além disso, a perícia também encontrou roupas e um anel.

Ao g1, o delegado Glaucus Vinicius Silva disse que o nome do pintor e pedreiro foi citado por uma testemunha, que informou que a obra é de autoria dele. Por conta disso, Oliveira será ouvido pela polícia. Ainda não há data para o interrogatório.

O delegado disse ainda que a investigação vai coletar mais dados, sendo que a prioridade é determinar a identidade da ossada e a data provável em que foi fixada à parede.

Preso desde 2015
O pintor de parede Jorge Luiz Morais de Oliveira, de 47 anos, tem uma longa ficha criminal.

Ele ficou preso 17 anos e 9 meses por dois homicídios em 1994 e 1995, se envolveu em rebelião de presos, e também respondeu criminalmente por sequestro, cárcere privado e formação de quadrilha.

Deixou a cadeia em 2013, mas voltou em 2015, acusado de matar um jovem homossexual e suspeito de esconder corpos em sua casa na Favela Alba, no Jabaquara.

À época, ele confessou que matou e enterrou em seu quintal seis pessoas naquele ano, sendo cinco mulheres e um homem.

De acordo com o Ministério Público, as vítimas tinha duas coisas em comum: todas eram homossexuais e usuárias de drogas.

Com informações do site: G1